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Novo “apagão”

Servidores do Judiciário federal paralisam atividades em 6 estados

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Servidores do Judiciário federal paralisaram as atividades em seis estados nesta quarta-feira (24/9), de acordo com a entidade que representa a categoria, cobrando reajuste de 41,12% para recompor a inflação desde 2006. Batizado de “Apagão do Judiciário Federal”, o ato focou-se em sedes de tribunais regionais eleitorais, segundo a federação dos servidores (Fenajufe).

No Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, segundo o próprio tribunal, ao menos 50% dos 600 funcionários pararam — a Fenajufe diz que foram 70%. A corte afirma que não houve atraso em atividades, enquanto o coordenador da entidade, Adilson Rodrigues, diz que a mobilização atingiu setores que cuidam de recursos de candidatos e da instalação de programas nas urnas eletrônicas. A categoria não descarta parar outras vezes antes das eleições, diz Rodrigues.

No Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP), 33 varas do Fórum Ruy Barbosa ficaram sem atendimento no balcão nesta quarta, de acordo com a corte.

A assessoria de imprensa da Justiça Federal em São Paulo disse não ter registros de impactos da manifestação. Em Curitiba, a Justiça Federal informou que ao menos sete varas ficaram fechadas, levando à suspensão de prazos processuais por um dia.

Levantamento da Fenajufe aponta que também houve paralisações em Minas Gerais, na Bahia, no Rio Grande do Sul e em Rondônia. Além do reajuste, a federação cobra uma política salarial permanente com data-base, a criação de novas varas e a contratação de servidores no país. Outros “apagões” já haviam sido organizados ao longo do ano. Neste mês, a entidade foi ao Supremo Tribunal Federal contra cortes feitos pela Presidência da República nas propostas orçamentárias do Judiciário para 2015, que na prática impedem desembolsos maiores com pessoal.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 24 de setembro de 2014, 20h09

Comentários de leitores

1 comentário

Erro monumental

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Vejam o desastre causado pela decisão do Ministro Fux permitindo que os juízes saqueiem o Erário recebendo "auxílios" sem a correspondente previsão legal. Com base nos mesmos "critérios" (que na verdade são "ausência de critérios") agora todo agente estatal quer fixar seu próprio salário sem base em lei tal como os juízes.

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