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"Excesso de democracia"

Manifestação de servidores na frente do Supremo incomoda ministros

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Uma manifestação de servidores do Judiciário em frente à entrada principal do Supremo Tribunal Federal, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, incomodou os ministros da corte nesta quinta-feira (4/9). O trabalhadores estão fazendo um “buzinaço”, para chamar atenção a suas reivindicações, e atrapalhando o andamento dos trabalhos no Plenário do STF, já que os ministros ficaram com dificuldade de se ouvir.

Na sessão desta quinta, o ministro Luiz Fux (foto) questionou: "Isso é democracia? Isso é liberdade de expressão?", apontando para as janelas do Plenário. A ministra Rosa Weber compactuou: "Vejam que até mesmo sons com menos de 80 decibeis são insuportáveis ao ouvido humano". "Pois é. Será que não conseguimos resolver esse excesso de democracia no intervalo?", indignou, de novo, Fux.

A manifestação do Sindicato dos Servidores do Judiciário e do Ministério Público da União no Distrito Federal (Sindjus-DF) reclamam do corte feito pelo Executivo que atingiu um projeto de plano de carreira da classe. De acordo com o ministro Ricardo Lewandowski, presidente do STF, esse projeto a que os servidores se referem foi enviado ao governo pelo ministro Cezar Peluso, ex-presidente do STF, aposentado desde agosto de 2012. Ou seja, foi apoiado pelos ministros do Supremo, que agora são vítimas da manifestação.

No Plenário, Lewandowski, deu a entender que já fez sua parte: encaminhou ao Congresso proposta de aumento do salário dos ministros do Supremo, que serve de parâmetro para a remuneração de todos os servidores públicos. "De qualquer maneira, só acho que estão no endereço errado", alfinetou o ministro. "Posso dizer apenas que o fundo musical é de péssimo gosto", completou seu colega de corte, Marco Aurélio.

 é editor da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 4 de setembro de 2014, 16h39

Comentários de leitores

13 comentários

Aos Srs. funcionários públicos

ABSipos (Advogado Autônomo)

O ponto-de-vista dos funcionários públicos é sim muito enriquecedor e nos mostra um outro lado da questão.
A respeito da notícia: - que há um desequilíbrio é límpido e cristalino. Agora, o que deveria ser mudado, quando e onde já me parece uma questão que demanda uma reflexão a respeito do como funcionam os reajustes, bem como se aqueles que detêm o poder de fazê-lo, se o estão fazendo em sintonia aos melhores interesses do país.

Att.

Para Pensar

Sandro Bnu (Serventuário)

Sou técnico judiciário e trabalho no TRT. Há um pensamento no senso comum que o servidor público ganha salários altos, observando apenas o que se é divulgado em números referentes ao vencimento básico acrescido da GAJ (gratificação de atividade judiciária). Num primeiro momento, parece ser um salário ótimo, porém na divulgação dos referidos números outras informações são omitidas. Esquecem-se os senhores que dos valores apontado se extrai Imposto de Renda e seguridade social. Sem falar no fato de que não tenho plano de saúde. Então daquele valor bruto, façam as contas e percebam o quanto já se perde daquilo que sequer cai na conta corrente. Minha esposa trabalha na iniciativa privada: tem salário, participação nos lucros, plano de saúde unimed pago pela empresa, plano de saúde dental (uniodonto), reposição salarial anual (a última foi 6,5%). Se eu recebesse meu salário (com os descontos já infromados) e tivesse que tirar do bolso o pagamento dos benefícios que ela tem, façam as contas! Eu só queria a reposição salarial, que não existe para servidores públicos. Mas também queria hora extra, FGTS, participação nos lucros.

A sociedade é quem está incomodada com as decisões do STF!

Marcelo Bona (Outros)

Enquanto os pobres mortais que trabalham 26 dias por mês, vassalos, assalariados, os pobres dos aposentados do INSS que contribuíram (intitulados de vagabundos) e demais categorias que tem que se expor aos perigos existentes nos protestos nas ruas ou mesmo se omitir com medo do que possa acontecê-los nestes atos dos reivindicatórios para conseguirem quirelas em forma de reajuste, isso mesmo, reajuste e não aumento de salários, nos deparamos com estes "incômodos"! Incômodo sim, mas é de autoritarismo e autoproteção!
Nada como se ter o poder da caneta nas mãos!

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