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Posse na corte

Novo presidente do TJ-RS promete fazer mais e melhor

Obstinação foi a palavra mais citada no discurso de posse do novo presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, desembargador José Aquino Flôres de Camargo. Ele assumiu o cargo nesta segunda-feira (3/2), em cerimônia na sede da corte, em Porto Alegre. Junto com Aquino, que substitui Marcelo Bandeira Pereira, assumiram seus postos os desembargadores Luiz Felipe Silveira Difini (primeiro vice-presidente), Manuel José Martinez Lucas (segundo vice), Francisco José Moesch (terceiro vice) e Tasso Delabary (corregedor-geral da Justiça).

Para um auditório lotado e com a presença de inúmeras autoridades, o novo presidente afirmou que vai lutar, de forma obstinada, para valorizar os integrantes do Judiciário e melhorar os serviços prestados à população. Também quer um Judiciário protagonista e atento à realidade externa, que gaste seus recursos com qualidade.

O 47º presidente, que comandará a corte no biênio 2014-2015, disse que muitos dos conflitos judicializados resultam da insatisfação popular com a ausência de políticas públicas de parte do Estado. ‘‘Os fenômenos da população nas ruas e os ‘rolezinhos’ dos shoppings são a nova realidade. A sociedade se movimenta pelas bordas e não se identifica um centro; fraquejam os mecanismo de diálogo entre a população e o poder público’’, afirmou.

Déficit de pessoas
O dirigente afirmou que o déficit de mais de 1.500 servidores nos dois graus de jurisdição, a reposição insuficiente de magistrados e a escassez orçamentária vêm sendo compensados pelo espírito público e o comprometimento dos homens e mulheres que integram o Judiciário gaúcho.

‘‘Mesmo com a excelência dos resultados exibidos pelo relatório da gestão que finda, temos consciência de que nossos serviços são insuficientes e estamos seguros de que é possível fazer mais e melhor. Seremos obstinados no desiderato de prestar uma jurisdição eficiente à população’’, prometeu.

Aquino lamentou, no entanto, que a magistratura gaúcha seja a mais mal-remunerada do país. ‘‘Apenas três dos 27 Estado ainda mantêm a devastadora distância de 10% na remuneração entre uma entrância e outra da carreira.’’ (Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-RS).


 

Revista Consultor Jurídico, 4 de fevereiro de 2014, 12h19

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