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Armas da advocacia

Desembargador pede desculpas por fala sobre advogados

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O trecho de uma decisão do vice-presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas gerou repercussão no estado e fez com que a Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil o criticasse publicamente pela “generalização injusta” da categoria.

Ao negar Habeas Corpus a uma advogada que foi alvo de uma operação da Polícia Civil, o desembargador Rafael de Araújo Romano escreveu que “as armas do advogado, muito mais contundentes do que pistolas, são a palavra e a caneta. Sendo assim, é ledo engano concluir que o advogado não seria capaz de representar figura perigosa perante à sociedade”.

A declaração do vice-presidente do tribunal foi divulgada pelo site Portal do Holanda. Em resposta, a OAB-AM publicou nota pública em que repudia o ato do desembargador, por considerar que o trecho “atingiu a classe dos advogados com uma generalização injusta que fere a dignidade da advocacia”.

Romano publicou nota lamentando a “expressão inadequada inserida em um único parágrafo” da decisão. “Peço desculpas se de algum modo tal procedimento, interpretado de forma equivocada, veio a atingir a respeitável classe dos advogados”, escreveu.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 13 de novembro de 2013, 9h44

Comentários de leitores

8 comentários

Precisamos prestar mais atenção!

Leopoldo Luz (Advogado Autônomo - Civil)

Em primeiro lugar, não houve ofensa à classe, mas apenas uma referência à potencialidade da língua escrita, para o bem e para o mal.
Em segundo lugar, não houve pedido de desculpas propriamente dito, mas apenas uma alusão a interpretações equivocadas a que o texto deu margem. Algo como "desculpe-me pelo seu erro".

Em terra de cego, quem tem duas bengalas...é rei!

Riobaldo (Advogado Autônomo - Civil)

Essa idéia que algumas excelências fazem de nós, causídicos não é isolada não.Outro dia assisti um programa algo como "Justiça sem Fronteiras",ocasião que me irritei ante as colocações do entrevistador, um desembargador do TJ/RJ, que disse:"Temos muita preocupação em nossa escola de formação de juízes, em dar boa formação a eles, quando saírem daqui estejam preparados para enfrentar aí fora as feras que militam nos foros das comarcas..." Algo muito assemelhado ao que disse o citado desembargador do Amazonas. Mas, convenhamos, ao meu modesto entender, tudo isso não passa de mero truísmo, um conceito de a muito amalgamado na sociedade, a respeito do qual, advogado ingênuo, altruísta, enfim, pautado na ética e na moralidade, não sobrevive ao darwinismo social que impera no seio da classe.E parece verdade. Nesse vale-tudo profissional, onde somente não somente os mais aptos e preparados se saem bem, mas, sobretudo os bem-nascidos e politicamente influentes, tem vez...

Em terra de cego, quem tem duas bengalas...é rei!

Riobaldo (Advogado Autônomo - Civil)

Essa idéia que algumas excelências fazem de nós, causídicos não é isolada não.Outro dia assisti um programa algo como "Justiça sem Fronteiras",ocasião que fiquei irritado com as colocações do entrevistador do programa, um desembargador do TJ/RJ, cujo nome não me recordo, a respeito das virtudes da Escola de Formação de Magistrados do Estado do Rio de Janeiro,e na ocasião concluiu mais ou menos assim:"Temos muita preocupação em nossa escolinha, em dar boa formação aos nossos futuros juízes, para que esteja preparados para enfrentar aí fora, essas feras que militam no foro das comarcas..." Algo muito assemelhado ao que disse o citado desembargador do Amazonas. Mas, convenhamos, ao meu modesto entender tudo isso não passa de mero truísmo de um conceito a muito amalgamado na sociedade, a respeito do qual, advogado ingênuo, altruísta, enfim, pautado na ética e na moralidade, não sobrevive ao darwinismo social que impera no seio da classe. Nesse vale-tudo profissional, não somente os mais aptos e preparados se saem bem, mas, principalmente os bem-nascidos e politicamente influentes, tem vez...

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