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Onda de protestos

Manifestação faz Supremo encerrar expediente

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A onda de manifestações que toma conta das capitais e grandes cidades do país nos últimos dias chegou ao Supremo Tribunal Federal. O presidente da Corte, ministro Joaquim Barbosa, determinou o encerramento do expediente às 17h, nesta quarta-feira (20/6), logo após o encerramento da sessão que fixou a impossibilidade de o STF fazer o controle preventivo de constitucionalidade material de projetos de lei — clique aqui para ler.

Os servidores tiveram de desocupar o prédio e a orientação era para que não ficasse ninguém nas instalações do tribunal, tanto no edifício-sede quanto nos dois anexos que formam o complexo do Supremo. Ao final da tarde desta quinta, manifestantes descem a Esplanada dos Ministérios em direção à Praça dos Três Poderes. A Polícia Militar estima que haja 50 mil pessoas no protesto.

Entre as diversas reivindicações dos manifestantes, estão a rejeição da Proposta de Emenda Constitucional 37, que impede que o Ministério Público conduza investigações penais, a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito da Copa, para apurar possíveis desvios na construção de estádios e outras estruturas do evento, e o apoio à proposta que destina todos os recursos obtidos com royalties do petróleo para a educação.

Leia o comunicado:
O diretor-geral da Secretaria do Supremo Tribunal Federal, de ordem do Excelentíssimo Presidente, em face das manifestações programadas para esta data, na Esplanada dos Ministérios, comunica a todos os servidores que o expediente encerrar-se-á às 17h.

Brasília 20 de junho de 2013,
Miguel Augusto Fonseca de Campos.

 é editor da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 20 de junho de 2013, 17h43

Comentários de leitores

17 comentários

hammer eduardo (Consultor)

Observador.. (Economista)

Obrigado pelo comentário sobre o meu passado.Minha geração, na Força Aérea, é nascida após os eventos de 64.Sou nascido em 73.Portanto é uma geração que não se impressiona quando falam dos "milicos"(termo geralmente usado de forma pejorativa).
Este governo que está aí, há anos, governa à margem do povo.Pauta a nação e a usa como se fosse propriedade privada.Não prende ninguém, solta dinheiro à rodo para os seus e para a militância e, surfando na popularidade que uma imprensa - muitas vezes infantil e cooptada - não cansa de reverberar, achou que estava "tudo dominado".
Como o senhor bem lembrou, aconteceu o "efeito Garrincha".Esqueceram de combinar com o povo.E agora o povo (em pleno momento do Futebol) mostrou que está cansado das roubalheiras, do uso do país como se fosse propriedade de alguns, da violência desenfreada que enfrentam todos os dias, do pouco caso e deboche com que são tratados.Um povo sofrido e que surpreendeu a todos.Como escrevi logo que iniciou este movimento, eu só esperava catatonia e inação por parte dos que nos governam.E aconteceu.E ainda acontece.Ninguém sabe o que fazer.Só manda a polícia (sempre ela)no melhor estilo "vai lá e resolve!" daquele que pensa que é líder mas, diante do caos, fica com vontade de ir ao banheiro e percebe que é um mero "chefete".
Quanto aos vândalos, acho que a polícia não deve se enganar ou aceitar ser confrontada.Prisão e severidade com estes.
E quanto aos militares, ficarão em seus quartéis e bases, à não ser que se perca o total controle sobre a nação.Mas não acredito.Temos polícias que estão conseguindo se impôr diante dos arruaceiros.E não dá para reagir com flores diante de pedradas.Quem acha que dá, que vá lá na linha de frente e veja como é intimidante a massa quando se torna violenta.

Conflito ou manifestação

GFerreira (Advogado Assalariado - Trabalhista)

Primeiro, analisemos quem votou nos representantes que estão no poder?
Segundo, a primeira vista, questionou-se o preço do transporte público, e agora qual é especificamente o motivo das manifestações.
Parece que o povo Brasileiro realmente acordou. Pois, fico imaginando o que está a pensar os senhores deputados federais assim como, o que está a pensar os senadores da republica e principalmente a sua Excelência Presidente da república?
Pois, bem, em são Paulo prefeito e governador revogaram o aumento das passagens, mas afirmaram que a solução é o aumento de impostos.
Ao passo que contava que reduzissem as despesas cortando os inúmeros cargos em comissão da máquina.
Em brasileira, esperamos que deputados condenados pela mais alta corte do pais, que cumprissem a decisão judicial, pois, não tem qualificação para representar quem quer que seja.
Esperamos que a nossa presidente não se ausente tanto do pais, que priorize o pais, gastando menos nas viagens e suas vultuosa comitiva.
Esses talvez sejam alguns dos motivos que estão levando tanta gente do bem as ruas.
Esperamos que as lideranças desses pais acordem, e aqui fica mais uma sugestão, não se trata desse ou daquele partido politico, mas sim daqueles que eleitos pelo povo respeitem o povo que os elegeu. Isso é o que basta.
Quanto a ação da policia, essa deve agir com veemência, contra os baderneiros, prendendo e nada mais, e o estado deve cobrar dos que destroem o patrimônio de todos gratuitamente, é isso que penso, precisamos trabalhar em paz.
Copa do mundo todos já tinha ciência que muito dinheiro seria gasto para isso, agora não adianta mais, apenas fiscalizar e cobrar de quem de direito os excessos.
Avante Brasil, Avante povo Lutador, Avante a DEMOCRACIA e abaixo o vandalismo.

Enfim, o Estouro da Boiada

Juarez Araujo Pavão (Delegado de Polícia Federal)

Gostei do texto do Eduardo (Consultor). É isso aí amigo. As suas excelências "os canalhas" estou perplexos porque eles não esperavam por essa reação, eles estavam apostando nos efeitos anestésicos e hipinotizantes da copa das confederações, onde o foco seria, os famosos com shows midiáticos, batuque, birita e bunda, como disse o Eduardo. O mais importante desse movimento é que não tem líderes que possam ser cooptados pela hoste dominante. Daqui para frente, movimentos, com certeza, ocorrerão mais fortes, assim esperemos, pois ninguém aguenta mais esse estado de desmando em que vivemos, com meia dúzia de aquinhoados comendo caviar e o restante da população chupando sal. Os bacanas do dinheiro público na zona de conforto e a massa na frigideira. Espero que tudo isso sirva a uma profunda reflexão para as próximas eleições!

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