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Crime de constrangimento

Procurador é barrado em banco e alega preconceito

Barrado na porta giratória de uma agência bancária em Vitória, o procurador de Justiça Alexandre Guimarães vai entrar com pedido de ação coletiva no Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES) por crime de constrangimento e preconceito racial, além de mover uma ação de indenização contra o banco Itaú. Na quarta-feira (24/7), ele foi ao banco, na Praia do Canto, e disse que foi vítima de preconceito. A instituição se manifestou, em nota, informando que atende às normas de segurança. As informações são do portal G1.

O procurador informou que foi até a agência a convite de um gerente para recadastrar as digitais. Na porta giratória, os vigilantes pediram para ele apresentar o cartão do banco e a identidade. “Perguntei o motivo e ele falou que se não mostrasse, não entraria. Ele botou a mão na arma e eu pedi para chamar o gerente. Falei que isso era crime de constrangimento e que eu ia chamar a Polícia", contou.

Em nota, o banco Itaú informou que a triagem na porta giratória atende aos requisitos de segurança. As equipes de vigilantes das agências são treinadas para tratar todas as situações de forma respeitosa e com rapidez. A segurança de colaboradores e clientes é uma preocupação constante do banco e, por isso os vigilantes, além de treinados, passam por um processo periódico de reciclagem.

O procurador também acionou o Procon estadual e o municipal.

Revista Consultor Jurídico, 27 de julho de 2013, 12h59

Comentários de leitores

1 comentário

Sei...

_Eduardo_ (Outro)

Sei... procedimento de segurança.
Em nome da "segurança" a lógica é invertida e todos são tratados como potenciais criminosos.
O interessante é que os índices de criminalidade continuam aumentando, independente destes procedimentos.
É que nem quem tem que deixar bolsa no armário para entrar em supermercado. É a subversão da lógica. Presume-se que o indíviduo é um potencial criminoso e, portanto, ele não deve entrar com bolsa ou mochila no supermercado.
É o caminho natural de um estado policialesco que atinge também o âmbito privado.

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