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Servidor público

Aposentado recebe precatório após 38 anos

O aposentado José Nascimento, levou 38 anos para receber um precatório do estado do Espírito Santo. Ele foi servidor público municipal por 28 anos — entrou na Prefeitura de Viana em 1º de julho de 1969 e se aposentou em abril de 1997.

No dia 24 de maio desde ano, Nascimento e mais de 100 pessoas compareceram ao Tribunal de Justiça do Estpírito Santo e receberam os alvarás para sacar no banco o dinheiro do precatório, em cerimônia feita pelo desembargador Pedro Valls Feu Rosa, presidente do órgão.

Aos 68 anos de idade, o aposentado usou o dinheiro para comprar uma casa própria. Com informações da Assessoria de Imprensa do Conselho Nacional de Justiça.

Revista Consultor Jurídico, 24 de setembro de 2012, 21h18

Comentários de leitores

3 comentários

Precatório após 38 anos

GINO (Advogado Autônomo - Consumidor)

É quase uma cerimônia fúnebre. Uma vegonha para o Estado e para o Poder Judiciário.

Concordo com o Citoyen

Bruno Kussler Marques (Advogado Autônomo - Internet e Tecnologia)

Em um estado onde precatórios virou sinônimo de calote institucional do estado, esse mesmo estado que não se faz de rogado em entrar com uma execução fiscal contra qualquer contribuinte, pagar o que se deve vira uma questão de "mérito" com direito a festa, banda e balões ao invés de uma obrigação. O governo deveria ser tão eficiente para pagar quanto é para cobrar, mas claro, isso seria inconveniente em um estado de cidadãos reféns da administração pública.
Estou totalmente de acordo com a postura apresentada pelo Citoyen, agir dessa forma é um absurdo, apenas uma forma barata de autopromoção por parte de certas autoridades judiciais.

Mas o mais irritante é a cerimônio pública para tal fato!

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Não, não deveria haver uma CERIMÔNIA.
Na CERIMÔNIA, a solenidade e a forma são feitos, sempre, por QUEM quer se fazer notório, e para seu próprio e único benefício!
Este e os outros Aposentados queriam, apenas, receber, e tão somente, o que lhes era, por dezenas de anos, devido.
E, certamente, na varanda de sua casa; tomando a bebida que melhor lhe aprouvesse, e acompanhado por aqueles que mais lhe aprazariam no momento de usar o que ganharam, finalmente!
É uma ofensa ou uma indignidade ao Cidadão submete-lo a uma solenidade, a um formalismo que só se criou para gáudio de quem deveria estar, e tão somente, cumprindo sua missão, ou corrigindo o desvio de missão dos que o antecederam!
Assim, é lamentável a realização de uma solenidade para tal mister!
Da próxima vez em que cumprir, instado pelo Eg. CNJ, a sua missão, que a Autoridade vá, sozinho, se quiser, leve até segurança, mas vá ao encontro, sem fotógrafo, leve um recibo, também, daquele que deve receber o benefício, o Alvará.
Ou marque um encontro na sala do Gerente do Banco, onde o crédito será pago ou transferido, por DOC ou TED, discretamente, para que os Outros não saibam ser o Beneficiário detentor efêmero, eventual, de um valor fugaz, finalmente recebido!
Este é o papel da FUNÇÃO PÚBLICA RESPONSÁVEL e CONSCIENTE!

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