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Aeronaves sucateadas

Leilão de aviões da Varig arrecada R$ 153 mil

O leilão da massa falida da antiga Varig S/A, e suas subsidiárias Nordeste Linhas Aéreas e Rio Sul Linhas Aéreas, feito nesta quinta-feira (28/6), no Rio de Janeiro, arrecadou um total de R$ 153 mil com a venda de seis aeronaves sucateadas (modelos Boeing 727 e 737). Também foram vendidos imóveis da antiga companhia aérea.

Os aviões estavam fora de circulação desde a década de 90 e ocupavam áreas nos aeroportos do Galeão (RJ) e Salgado Filho, em Porto Alegre (RS). Segundo o gestor judicial Jaime Canha, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, um dos sete aviões colocados à venda inicialmente foi retirado do leilão.

O leilão dos aviões é resultado do programa Espaço Livre, da Corregedoria Nacional de Justiça, iniciado em fevereiro de 2011 com o objetivo de remover dos aeroportos aeronaves vinculadas a massas falidas de companhias aéreas ou que foram apreendidos de empresas envolvidas em processos criminais.

"O Brasil, que até então se ressentia com o problema das aeronaves sucateados em nossos aeroportos, assiste agora a uma limpeza completa, transformando os cemitérios de aviões em áreas operacionais, reduzindo o custo Brasil e acelerando o pagamento de trabalhadores nos processos de falência das aéreas", declarou o presidente da Comissão Executiva do programa Espaço Livre e juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, Marlos Augusto Melek.

Segundo levantamento feito pela Corregedoria, até 2011 existiam 57 aeronaves de grande porte paradas em aeroportos brasileiros. Em sua maioria, eram aviões que pertenciam a empresas aéreas que faliram ou saíram do mercado. Outras 300 aeronaves de pequeno porte estavam paradas nos aeroportos. Estas, geralmente são aparelhos apreendidos pela Justiça, alguns deles pertencentes ao crime organizado.

De acordo com Canha, quatro dos aviões serão recortados, para reciclagem e aproveitamento do alumínio, e outros dois permanecerão inteiros, para exposição em um museu e numa escola, ambas as instituições de Porto Alegre. A ideia é preservar a memória da companhia extinta.

Todos os aparelhos tiveram laudo de perecimento da Agência Nacional de Aviação, antes de ser incluídos no leilão — o que impede inclusive o aproveitamento das peças. O dinheiro arrecadado ficará à disposição do juiz Luis Roberto Ayoub, da 1ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, onde tramita o caso. Sete imóveis também não foram arrematados e deverão voltar a leilão entre outubro e novembro, de acordo com Canha. Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ.

Revista Consultor Jurídico, 29 de junho de 2012, 10h50

Comentários de leitores

1 comentário

desperdicio devido a estupidez e lentidão da justiça

hammer eduardo (Consultor)

A nossa justiça de fancaria propicia vez por outra espetaculos grotescos de desperdicio e ignorancia com o bem alheio. Tal "laudo de perecimento" da ANAC ( outra excrescencia na aviação brasileira - verdadeiro detran dos ares!) apenas garante que o que poderia ser vendido por valores altos de mercado , vai ser derretido em siderurgicas para se contabilizarem migalhas , seria o equivalente de , por ter problemas de origem , um violino Stradivarius não poderia mais ser utilizado porem serviria como madeira para acender uma churrasqueira de final de semana. Por estupidez da nossa justiça e mais a incompetencia historica da ANAC , o material destas empresas deveria ter sido acautelado e classificado para que não caisse em problemas de rastreabilidade e desaguasse neste show de absurdos que vemos agora. No caso da VASP então foi um escandalo maior pois peças de aeronaves ZERO na embalagem foram queimadas em liquidação padrão Casas Bahia por inoperancia dos operadores e orgãos ditos reguladores no Brasil. Quem se lasca é o coitado do Trabalhador que SEMPRE entra pelo cano ja que as leis de bosta deste Pais protegem o bandido de paletó e gravata como canhedo na Vasp e outras ratazanas do caso Varig e logo em seguida a Varig Log. celso cipriani da Transbrasil tambem vai muito bem obrigado graças a seu "adevogadio" roberto teixeira que é "cumpadi" do apedeuta 9 dedos , vai dai que a bandalheira fica institucionalizada e não pega nada pra ninguem , exceto é claro para o idiota do Trabalhador que tem que perder SEMPRE pois as regras desta imundicie chamada de Brasil assim preveem.

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