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Mudança em níveis

STF mantém ascensão funcional de servidores do TRT-SP

A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal manteve ato administrativo do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, que permitiu a ascensão funcional de servidores da categoria “Artesanato”, da qual fazem parte os cargos de artífice de artes gráficas, carpintaria e marcenaria, eletricidade, comunicações e mecânica. A decisão foi tomada no julgamento do Mandado de Segurança impetrado pelo Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Estado de São Paulo (Sintrajud) para questionar a suspensão do ato pelo Tribunal de Contas da União.

Uma decisão do TCU, de 2006, mandou o TRT-SP anular a transformação de cargos públicos com posterior ascensão funcional, por considerar ilegal que ocupantes de cargos de nível auxiliar fossem transpostos para o nível intermediário. O TRT deveria voltar os servidores beneficiados por sua decisão administrativa à situação anterior.

O Sintrajud impetrou Mandado de Segurança para questionar a determinação do TCU, por entender que esse ato viola direito líquido e certo dos servidores reenquadrados. “O órgão de controle não deveria atentar apenas ao direito de fundo de onde os atos foram extraídos (legalidade), mas também, e mesmo antes, ao direito subjetivo de seus destinatários de terem protegida a confiança que, de boa fé, depositaram nos atos da administração (segurança jurídica)”, argumentou o sindicato. A entidade questionou ainda o fato de que a Lei 9.784/1999, artigo 54, estipula a decadência quinquenal para a anulação dos atos administrativos, objeto de denúncia, dos quais decorrem efeitos favoráveis aos substituídos (os servidores).

O ministro Marco Aurélio, relator do caso, ao votar, aplicou jurisprudência pacífica do Supremo no sentido de que a análise do ato administrativo do TRT pela corte de contas ocorreu após o prazo de decadência para anular atos de ascensão, previsto no artigo 54 da Lei 9.784/99, "tornando-o insubsistente". Com informações da Assessoria de Imprensa do STF.

Mandado de Segurança 2.9305

Revista Consultor Jurídico, 6 de junho de 2012, 12h01

Comentários de leitores

1 comentário

Brasil, meu Brasil brasileiro...

J.Henrique (Funcionário público)

“O órgão de controle não deveria atentar apenas ao direito de fundo de onde os atos foram extraídos (legalidade)..."
Quer dizer que o ato ilegal por ter sido recebido de boa fé deve prevalecer? De fato não somos o que somos a toa. Fazemos por onde.
PS. Entendo que o fundamento adotado pelo STF foi a decadência. Aliás palavra que, deixa pra lá.

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