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Diretores jurídicos têm duas vezes mais MBA que equipe

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Diretores jurídicos das 1,5 mil maiores empresas brasileiras têm praticamente a mesma idade de suas equipes (43 e 41 anos, respectivamente), mas a dedicação aos estudos parece mesmo fazer a diferença. Enquanto 29% dos chefes têm MBA, apenas 13% dos subalternos já fizeram o curso. A diferença é ainda maior quando o quesito de comparação é o mestrado: 17% dos diretores têm mestrado, enquanto 6% das equipes o têm. O doutorado ainda está distante de ambos: foi cursado por apenas 2% dos diretores e não foi encontrado entre os membros das equipes. O índice de diretores e membros da equipe que possuem pós-graduação, porém, é praticamente idêntico: 63% e 66%, respectivamente. A pesquisa foi feita com 2.660 executivos jurídicos e financeiros pela editora Análise Editorial, para a publicação do “Executivos Jurídicos e Financeiros das maiores empresas do Brasil 2012”.


Por antiguidade
Ao completar 47 anos do registro de seu escritório na Ordem dos Advogados do Brasil, os sócios do Demarest e Almeida tiveram a grata surpresa de descobrir que são a banca mais antiga registrada na OAB. O registro é o número 9 do livro 1 de 12 de julho 1965. As sociedades registradas de 1 a 8 não existem mais. A obrigatoriedade de registro na OAB somente ocorreu com o advento do Estatuto da Advocacia, de 1963. Antes disso, as sociedades registravam-se nos Cartórios de Títulos e Documentos.


Tecnobusiness
Depois de dez anos atuando como executivo jurídico em empresas de tecnologia, Márcio Cots inaugura o escritório Cots Advogados. A banca vai atuar em Direito Digital, com foco em casos que envolvam tecnologia e e-business. A intenção é trabalhar no consultivo, para levantamento e prevenção de riscos, no contencioso, para responder a incidentes, e na capacitação de equipes.


Carta branca
O cargo de coordenador acadêmico do MBA em Gestão Tributária da Faculdade Trevisan, no Rio de Janeiro, passou para as mãos do advogado Fábio Nogueira, sócio do escritório Nogueira, Simão & Bragança. Ele é especialista em Direito Tributário e assume o posto com carta branca para promover mudanças no programa e no corpo docente do curso.


Operações bilionárias
Ranking divulgado pela MergerMarket apontou o Machado, Meyer, Sendacz, Opice Advogados como escritório que mais assessorou operações de fusões e aquisições no primeiro semestre de 2012, na América Latina. Segundo o levantamento, o escritório participou de 27 operações no período, que somaram US$ 5,3 bilhões. Dentre os negócios assessorados de janeiro a junho deste ano, o escritório destaca a compra da Ypióca, empresa brasileira da indústria de bebidas, pelo grupo britânico Diageo, a venda de ativos e reestruturação societária do HSBC na América Latina e na Ásia e a compra dos ativos da eólica BVP pela CPFL Energias Renováveis.


Raiz na terra
O escritório Simões Caseiro Advogados recebeu o selo Carbon Free, destinado a empresas com preocupação ambiental. Há três anos, o escritório aderiu ao programa Carbon Free, da Iniciativa Verde. O escritório passou a se utilizar de papel reciclável e a promover a compensação do CO2. No selo, cuja validade se dá até junho de 2013, o escritório foi homenageado por ter, em 2012, compensado 26,5 toneladas de gases de efeito estufa, com o plantio de 162 árvores nativas da mata atlântica.


Site fácil
Os advogados detêm 36% de todos os domínios de internet registrados por profissionais liberais no Brasil. Os sites terminados em “adv.br” somam 19,5 mil, superando com facilidade os domínios registrados por engenheiros, por exemplo, que ficam em segundo lugar, com 6,6 mil sites registrados. De olho nesse mercado, a agência JN2 criou o site Advocatus, que oferece a criação de sites para profissionais do Direito a partir de R$ 69 por mês e materiais como papel timbrado e cartões de visita. O endereço é www.diteadvocatus.com.br.


Social na rede
O novo endereço eletrônico da banca paulista Cerveira Advogados Associados traz links para as redes sociais, como Facebook, Twitter e LinkedIn da banca. Em www.cerveiraadvogados.com.br, é possível acompanhar as atualizações do escritório no Twitter e notícias.


Conexão profunda
O Trench, Rossi e Watanabe prestou consultoria à Siemens no Brasil na aquisição da divisão de conectores e medidores da Expro, empresa do Reino Unido especializada no segmento de Petróleo & Gás. A unidade é fornecedora equipamentos complementares à solução da Siemens na área de rede elétrica para uso em águas profundas (até 3 mil metros). A equipe do Trench, Rossi e Watanabe atuou em todas as fases da negociação referentes ao Brasil, incluindo a auditoria e consultoria sobre os aspectos contratuais que envolveram a negociação.


Butique das butiques
Pereira Neto | Macedo Advogados e o França e Nunes Pereira Advogados anunciam a união dos dois escritórios, formando uma banca especializada nas áreas de Direito Societário, Concorrencial e Regulatório. Com a integração, os sócios do França e Nunes Pereira atuarão em conjunto com a equipe do Pereira Neto | Macedo. Para o sócio Caio Pereira Neto, o escritório, com a junção, se torna uma “butique das butiques” de advocacia.


PELAS SOCIEDADES

Para atender à crescente demanda de contencioso na área da Propriedade Intelectual, o escritório Daniel Advogados reforçou sua equipe com a contratação de George Mendonça de Lucena, advogado especializado em Direito Criminal com experiência no ramo de Propriedade Intelectual. Ele atuará com foco na repressão aos crimes contra as marcas, patentes e direitos autorais, além de coordenar medidas de fronteira nos principais portos do país. O escritório contrata também os agentes da Propriedade Intelectual Diogo dos Santos Netto, Cristiane Dias Bonates e Sílvia Boechat.

O responsável pela nova área de agronegócios e biotecnologia da PLKC Advogados é Luiz Gomes Lara, que vem da Monsanto do Brasil. Já os advogados Luiz Gustavo Mesquita de Siqueira (especialista em Direito Societário), Osmar Marsilli Jr. (especialista em Direito Tributário) e Alexandre Carneiro de Albuquerque (especialista em Direito Imobiliário) foram promovidos a sócios da banca, que, atualmente, é composta por 60 advogados.

Theodoro Vicente Agostinho, coordenador do Complexo Educacional Damásio de Jesus, deixou o escritório Raeffray Brugioni Advogados após dois anos como sócio. À banca, se une a advogada Michelle Cristina Benites, especializada em Regime Geral de Previdência e Previdência Complementar.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 24 de julho de 2012, 8h00

Comentários de leitores

2 comentários

Mestrado e Doutorado para Diretor Jurídico?_ Por que? 02

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Lembro-me bem dos idos de oitenta e oito.
A constituição recém-vigente e uma discussão interessantíssima, provocada por um brilhante e douto Jurista, sobre o conceito de turno ininterrupto de revezamento.
Como diretor jurídico de uma empresa, esta foi, no seu ramo, a única que adotou o regime, por insistência minha. Analisei o conceito, analisei as razões contrárias e me convenci que a doutrina nenhum fundamento consistente possuía.
A empresa de que eu tinha a gestão jurídica iniciou a implantação do sistema.
As concorrentes não!
Num golpe de sorte das concorrentes, o Sindicato que reunia os seus empregados, pelo conceito de representação, perdeu a ação em que reivindica o turno de revezamento, em primeira instância, mas perdeu, também, o prazo de recurso.
Ocorreu, assim, o trânsito em julgado da decisão.
Ficou, então, a empresa em que eu estava na posição de ser a única a ter o custo adicional que o sistema provocava.
E o departamento de recursos humanos me gozava.
E o presidente da empresa me cobrava a "infeliz decisão"!
Até que um dia eu notei que a gozação tinha cessado. Busquei apurar e descobri que o Sindicato, derrotado, fora atrás dos associados e os fizera autores de ações individuais, em que reivindicavam HORAS EXTRAS e SEUS REFLEXOS, por todo o TEMPO que excedia o tempo de trabalho que teriam, se adotado o turno ininterrupto de revezamento.
E os empregados começaram a ganhar as ações, que transitavam em julgado.
E foram milhoes de dólares de condenações, que começaram a ser executados.
A única empresa que NÃO TINHA aquele risco e, menos ainda, as HORAS EXTRAS, foi a empresa sob a minha gestão jurídica.
Chegara, então, o meu momento de gozá-los. E o fiz, simplesmente, com a famosa observação: eu não lhes disse!?

Mestrado e Doutorado para Diretor Jurídico?_ Por que? 01

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Sim, é a pergunta que parece a muitos uma heresia, no mundo novo.
O que ocorre, e o digo por ter exercido tais funções por mais de vinte e cinco anos, é que Mestrado e Doutorado, para Diretor Jurídico, seria catastrófico. Primeiro, porque o perfil do Diretor Jurídico, embora dele se demande estudo e conhecimento especialmente generalista, é de um HOMEM firme no conhecimento dos princípios e terminologia jurídica, que respeite o princípio do LEGIS HABEMUS, e, em seguida, as decisões e tendências dos TRIBUNAIS SUPERIORES, esquecendo solenemente as decisões dos Tribunais inferiores.
Quando os temas demandarem definições de Tribunais inferiores, estará o Diretor Jurídico diante de um tópico que melhor poderá deliberar seu Colega, Advogado, que lida com a advocacia forense, diária, e que, nem sempre, chega ao Tribunal Superior.
Depois, no regime atual de nosso mestrado e doutorado, o que menos importa ao Diretor Jurídico é a opinião da doutrina sobre a maioria dos temas. Se o Diretor Jurídico se calçar na doutrina, ou na jurisprudência de tribunais inferiores, estará assumindo riscos enormes, indesejáveis para a empresa de que é o gestor jurídico.
E há que ousar.
Há que decidir, por exemplo, adotar, quando ninguém recomenda, o risco de uma Cláusula Compromissória num Contrato, porque há uma LEI de ARBITRAGEM com um conteúdo normativo firme e convincente, como também uma estrutura constitucional que a ampara, a despeito de opiniões que possam contra ela investir, sob enfoques absolutamente inconsistentes. Ou há que sustentar, contra as Autoridades especializadas, que um canteiro de obras assim o é apenas nos limites ocupados operacionalmente por uma empreiteira e NÃO sobre a área de uma Indústria ou outra empresa, em que se realiza uma obra.

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