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Jogos Olímpicos

Mísseis serão instalados em imóveis de Londres

A Suprema Corte de Londres rejeitou, nesta terça-feira (10/7), um pedido de moradores da capital britânica para frear a instalação de uma plataforma de mísseis terra-ar no terraço dos edifícios onde residem. As informações são do portal Terra.

A intenção do Executivo é colocar as baterias antiaéreas em seis pontos da cidade, como parte do dispositivo de segurança dos Jogos Olímpicos. Entre os locais escolhidos, está o telhado de um edifício residencial de 17 andares, no bairro de Leytonstone, no leste de Londres.

Os moradores do imóvel iniciaram os trâmites legais para que a decisão do governo fosse revisada, mas o juiz Charles Haddon-Cave decidiu não dar sequência à solicitação.

"A lei e os fatos estão contra a reivindicação de uma revisão judicial”, afirmou. “A meu julgamento, o diálogo que o Ministério da Defesa iniciou com os moradores sobre esta matéria foi impecável".

Segundo o juiz, os residentes do edifício alegaram "surpresa, ansiedade e preocupação" sobre a questão. Argumentaram que a instalação da bateria de mísseis transformava suas casas em um potencial alvo terrorista.

Para Haddon-Cave, no entanto, houve falta de entendimento sobre os riscos que representa a instalação do armamento militar no imóvel. Já o Ministério da Defesa sustentou que não existe qualquer tipo de "ameaça" sobre o edifício e que a localização dos equipamentos, mísseis do tipo Rapier e High Velocity Missile, "é legítima e proporcionada".

O plano de segurança para os Jogos Olímpicos, que começam no dia 27 de julho, inclui efetivo de 42 mil soldados, além de porta-aviões e aviões de combate.

Revista Consultor Jurídico, 11 de julho de 2012, 8h01

Comentários de leitores

4 comentários

Caro Richard Smith, (1)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Também me espantei quando ouvi pela primeira vez, em um círculo de militares de alta patente a expressão «válvula de contenção populacional». Ela me chamou a atenção e detive-me para ouvir sobre o que discutiam. Aí percebi que falavam da guerra como instrumento (válvula) de contenção da explosão populacional no planeta. Não entro na questão sobre ser contra ou a favor disso. Mas sob os aspecto puramente racional, não se pode negar que tal possibilidade existe e a decisão de usá-la está nas mãos dos dirigentes dos países mais «virtuosos», se me entende. Também não alimento dúvida de que tal expediente contraria a ética de nosso tempo. Mas mesmo isso não significa um freio eficaz a que a guerra seja empregada como mecanismo para reduzir o contingente populacional e «abrir novos espaços». Quem acompanha meus comentários e meus artigos nesta revista eletrônica sabe o esforço que empenho para evitar todo aspecto e contaminação emocional nos argumentos que divido com os demais leitores.
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(CONTINUA)...

Caro Richard Smith, (2)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

(CONTINUAÇÃO)...
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Quanto à suposta e aparente necessidade da medida, discordo. Aliás, vou além. É histórico e atávico: o Estado, seja ele democrático, despótico, aboslutista, ou outro qualquer, sempre que pretende aumentar sua penetração e poder de dominação sobre os indivíduos insinua-se pela via do argumento «ad terrorem» que usa a segurança, ou melhor, a necessidade de garantir a segurança do particular para dele obter a abdicação «voluntária» de uma parcela de sua liberdade e a autorização «voluntária» para apropriar-se de parte de sua intimidade ou privacidade. É sempre assim. Só que depois que escotilha foi aberta, o volume d’água causa uma pressão tão enorme que se torna muito difícil e penoso fechá-la novamente. O que periga, e é o que assistimos hoje, é perder gradualmente as conquistas que a humanidade levou séculos para alcançar. Mas essa é a história do direito: uma intermitência de maior e menor liberdade dos indivíduos, associada, respectivamente, a um menor e maior controle estatal da vida dos indivíduos.
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Cordiais saudações,
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Hein?!

Richard Smith (Consultor)

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Bem, a notícia é clara em mencionar que o tal dispositivo é parte do esquema de segurança dos Jogos Olímpicos, noa quais haverá uma enorme concentração de pessoas de todas as nações (principalmente as mais ricas e com mais chances de medalhas!) em locais relativamente restritos e confinados. O uso de um dirigível, um helicóptero ou até de aviões de carreira sequestrados, poderia então causar um massacre inenarrável, com dezenas de milahres de mortos. A providencia então é, não só cabível, como necessária.
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Quanto a estarmos em guerra, bem, já faz um bom tempo, desde o atentado do Irgun ao Hotel Rei David em Jerusalém, passando pelo sequestro de avião, de Leila Kahled, pela explosão no USS Cole e exacerbado pelo 11 de setembro de 2.001.
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Agora, guerra como "remédio" para a superpopulação?! Ô, Dr. Sérgio...

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