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AP 470

"Voto do revisor mostra vitória da tese do caixa dois"

O advogado Márcio Thomaz Bastos disse que o voto do revisor do processo do mensalão, Ricardo Lewandowski, representa uma “vitória da tese do caixa dois” e “estabelece uma nova corrente de pensamento e debate, que pode abrir caminho para novas estratégias de defesa e até absolvição de outros réus”. As informações são do jornal O Globo.

O ex-ministro da Justiça do governo Lula é advogado de José Roberto Salgado, ex-vice-presidente do Banco Rural. Ele elogiou “a densidade e a lógica do voto” e disse que o julgamento ficou mais vivo, com possibilidades abertas. Na quinta-feira, Lewandowski inocentou o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha de todos os crimes, além de Marcos Valério e seus ex-sócios no caso da Câmara. Segundo Thomaz Bastos, é cedo para saber se outros ministros vão acompanhá-lo. “Deixamos de lado o pensamento único, que é o da acusação, que foi encampado pelo relator, e passamos para outro tipo de pensamento. Agora, há divergência, discussão, o julgamento e a opinião pública só têm a ganhar”.

O ex-ministro contou ainda que fala sempre com o ex-presidente Lula sobre o caso. “Ele me telefona para perguntar como está, como será o cronograma, quem irá votar...”, diz. Marcio Thomaz Bastos voltou a criticar o formato do julgamento. Afirmou que o STF não era o lugar para um evento deste porte e os “ministros não têm tradição de julgar ações penais”.

José Carlos Dias, também ex-ministro da Justiça e advogado da ex-presidente do Conselho Executivo do Rural, Katia Rabello, disse que o voto de Lewandowski deve inocentar outros réus, como o ex-deputado Professor Luizinho, do PT. José Fernando Pacheco, advogado de José Genoino, também se disse animado. “O voto deixou claro que o julgamento será verdadeiro, baseado em provas”.

Revista Consultor Jurídico, 25 de agosto de 2012, 12h31

Comentários de leitores

2 comentários

Decora judicial

Joaca (Consultor)

Quebra de decora judicial: por quebra de decoro judicial,assim como ocorre aos parlamentares,Lewandowski,esse magistrado deveria perder o cargo sem nenhuma aposentadoria,deveria ser cassado da função pública que ocupa.
O ministro Lewandowski patenteou sua conduta corrupta quando assim se pronunciou:"quem ousar desconfiar do TSE ou das Urnas eletrônicas,será condenado por litigância de má-fé".Em 08/04/2010.Portanto, o ministro ameaçou o estado democrático de direito,cerceou o direito do contraditório de todo e qualquer cidadão.Depois que se passaram os prazos para impugnação da eleição de Dilma,Lewandowski,foi transferido,manobrado, para o STF,justamente para julgar o mensalão.Com isso,prova-se que o ministro Lewandowski é um agente da corrupção,infiltrado,no judiciário para atender demandas jurídicas que beneficiem os poderes legislativo e executivo.Deve ser cassado,impeacment já!

Ooops!!!

Brecailo (Advogado Autônomo - Consumidor)

Por Natália Peixoto, na Folha:
Citado no plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) durante o julgamento do mensalão anteontem, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) negou que tenha usado serviços da IFT, empresa do jornalista Luiz Costa Pinto. Na quarta-feira (8), o advogado Alberto Zacharias Toron, que defende o deputado e ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha, afirmou que a IFT era prestadora de serviços desde a gestão de Aécio, antecessor de Cunha... Confrontado com a versão de Aécio, Toron admitiu que pode ter sido “confuso” ao citar a gestão do tucano na Câmara para livrar Cunha da acusação de peculato. ”O que precisa ficar bem claro é que a IFT prestou serviços unicamente na gestão João Paulo Cunha, mas que a primeira agência a contratá-la foi a Denison, que vinha do período Aécio Neves”, afirmou. Os serviços prestados pela IFT nos documentos usados por Toron são datados de março e abril de 2003, já no período em que Cunha comandava a Casa...

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