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Novo advogado

"Provas contra Cachoeira são ilegais", diz Bulhões

O novo advogado do contraventor Carlinhos Cachoeira, Antônio Nabor Bulhões, afirmou que as escutas feitas pela Polícia e divulgadas pela imprensa foram adulteradas e obtidas ilegalmente. "Já conversei duas vezes com o Carlos Augusto e, por exame preliminar, concluí que as provas foram conseguidas por meio ilícito”, afirmou ao portal Terra nesta quinta-feira (16/8). “E ainda que se admita contravenção, não se pode dizer que ele cometeu um crime." 

Segundo Bulhões, seu cliente é alvo de uma campanha da imprensa para condená-lo. Bulhões cita recente reportagem exibida no programa Fantástico, da TV Globo, que teria distorcido as interceptações feitas pela Polícia Federal nas ligações de Cachoeira com outros suspeitos de comandar o jogo ilegal em Goiás.

De acordo com Bulhões, foi o próprio Márcio Thomaz Bastos, antigo advogado de Carlinhos, quem o indicou para o caso. "O Márcio foi o primeiro a ligar, me indicando. Levei de duas a três semanas para ver se aceitava, pois é um processo que absorve muito, causa aborrecimento."

O escritório do ex-ministro Thomaz Bastos anunciou no dia 31 de julho que deixaria a defesa do empresário de Carlinhos Cachoeira. Na ocasião, Dora Cavalcanti, que pertence ao escritório, afirmou que a saída não guardava relação com a suposta tentativa de suborno de um juiz federal por parte da mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça.

Revista Consultor Jurídico, 16 de agosto de 2012, 22h19

Comentários de leitores

5 comentários

Novo advogado e o caso Cachoeira

Roozevelt (Contabilista)

Tenho acompanhado pela imprensa esse caso, como também o do "mensalão". A pergunta que vem em minha mente é: "Ser advogado é mentir?" Até hoje não encontrei ainda um advogado que falasse à verdade nesses dois casos. Se eles são inocentes, por que o Estado está gastando tempo, dinheiro para condenar estes cidadãos? Tenho nojo dessas defesas!

Lamentável exagero

Gilberto Strapazon - Escritor. Analista de Sistemas. (Consultor)

Como cidadão tenho falado tantas vezes ao manifestar minha opinião pessoal, de que não sou formalmente detentor de vossas habilidades profissionais. Mas ainda assim, expresso o que entendo ser justo. Tanto aqui quanto no meu blog, deixo claro que acho que humor é uma forma de colocar alguns assuntos de forma mais leve. E mesmo porque se dispensa quaisquer ofensas pessoais. Em relação ao assunto, observo que estariam então caros comentaristas, discordando de uma argumentação legítima a respeito de um fato de claro erro processual que poderia prejudicar um réu independente de sua verdadeira culpabilidade? Olha, isto parece algo como o caso da mulher que engravidou numa festa particular com vários colegas. O fato dela não lembrar quantas vezes foi com cada um, e muito menos que todos participaram ativamente, não muda o simples fato de que ela está grávida. No caso, se fosse uma mulher (não é o caso, por favor), diríamos que estão tentando invalidar a condição da gravidez porque os envolvidos não sabiam qual a marca de bebida consumiram nem quantas doses. Brincadeiras a parte, isso dá para inventar muita piada. Sério deve ser seu trabalho. Em tempo, a Deusa da Justiça pode ser cega. Mas uma Deusa não é burra.

Previsível

Helio Telho (Procurador da República de 1ª. Instância)

É a única abobrinha, digo, defesa que lhe restou.

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