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Milhões em campo

Time paulista não aceita conciliação com jogador

O São Paulo Futebol Clube não aceitou a proposta de conciliação com o Internacional de Porto Alegre, presidida pelo ministro Caputo Bastos, do Tribunal Superior do Trabalho. Caputo Bastos tentou a conciliação a pedido do ministro Renato de Lacerda Paiva, relator da medida cautelar ajuizada pelo jogador Oscar Emboada Júnior.

Na última quinta-feira (12/4), as três partes se reuniram e os representantes do São Paulo receberam uma proposta de R$ 10 milhões do time gaúcho, de acordo com informações do UOL. Porém, o clube paulista não teria aceitado porque considerou o valor muito baixo.

Na segunda-feira (17/4), Oscar confirmou que deseja permanecer no Internacional e está disposto a ressarcir os paulistas pela quebra do acordo, mas não aceita pagar o montante exigido. "A multa tem que ser calculada até o momento que eu saí do São Paulo, porque a valorização que eles falam aconteceu depois que eu fui para o Inter”, afirmou o atleta para o UOL.

Já o clube paulista argumenta que o cálculo deve ser feito como se o contrato ainda tivesse três anos de duração, período que restava quando Oscar pediu judicialmente a rescisão, em dezembro de 2009. Sua ação foi julgada procedente em junho de 2010, e o atleta foi contratado pelo Internacional de Porto Alegre, time pelo qual jogava até 21 de março, quando o Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo restabeleceu o contrato do jogador com o São Paulo Futebol Clube. Com informações da Secretaria de Comunicação Social do TST e do UOL.

Revista Consultor Jurídico, 17 de abril de 2012, 15h31

Comentários de leitores

1 comentário

Juiz x Conciliação

José Guimarães (Professor Universitário - Trabalhista)

Nenhum demérito na tentativa frustrada de Conciliação, que se mostra infrutífera não apenas por questões financeiras.
Diariamente, nós Conciliadores, Mediadores e Juízes Leigos atuamos como Auxiliares da Justiça na pacificação de conflitos, com um diferencial que muitos Juízes, Desembargadores e Ministros com vasta experiência judicante não possuem: CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL.
A utilização de Técnicas de Negociação, sejam as do Método Harvard, que deve ser encetada antes de qualquer contrato ser celebrado para que eventuais conflitos que surjam quando de sua execução possam ter um compromisso de solução, bem como outras inerentes à identificação de aspectos subjetivos que apenas vinculam as partes a suas posições individualistas, sem que exista o menor compromisso com a pacificação do conflito, resulta exatamente no fracasso noticiado.
Apesar do Conselho Nacional de Justiça ter encarado com maior seriedade a pacificação de conflitos através da Resolução nº 125/2010, fato é que as Instituições de Ensino Superior do Direito apenas preparam profissionais jurídicos voltados a litigar, nunca a pacificar conflitos.
Esse é um diferencial que outros países possuem com relação a muitos de nós advogados, já que permitem que um conflito possa ser trabalhado diretamente em suas oficinas profissionais, até mesmo porque lhes é atribuída fé pública.
Como pode ser constatado, aqui isso não existe, e possivelmente não deva existir num futuro tão próximo.
Quando houver mudança da grade profissional das Instituições de Ensino Superior do Direito e novos advogados, promotores e juízes vierem a ser preparados para a pacificação de conflitos, certamente a Justiça deixará de ser lenta, e nossa sociedade deixará de possuir a cultura da sentença.

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