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Abuso de confiança

Furto de folhas de cheque não é insignificante

O Superior Tribunal de Justiça negou a aplicação do princípio da insignificância no caso em que o réu se aproveitou da relação de amizade com a vítima para lhe furtar quatro folhas de cheque em branco. A 5ª Turma concedeu parcialmente o pedido formulado pela defesa e fixou a pena em dois anos e 11 meses de reclusão, levando em conta a atenuante de confissão espontânea. A Turma considerou que a existência de maus antecedentes e a má conduta do réu, que abusou da confiança do amigo, justificam a condenação.

A 2ª Vara Criminal de Dourados (MS) fixou a pena de três anos e quatro meses de reclusão em regime inicial fechado, considerando que o réu já estava preso por conta de outro processo e tinha inúmeras condenações em seu desfavor. A defesa interpôs apelação com o objetivo de reconhecer a insignificância do valor econômico das folhas furtadas e, subsidiariamente, obter a redução da pena-base. O argumento para a insignificância foi o de que cheques em branco não possuem valor econômico, não havendo objeto material para o crime de furto.

O réu furtou as folhas de cheque e as vendeu por R$ 20, sendo que duas delas foram posteriormente descontadas, nos valores de R$ 510 e R$ 1.750. Ao fixar a condenação, o juiz levou em conta, além da malícia adotada no furto, o fato de o réu ter se aproveitado da condição de amigo para valer-se de menor vigilância. O réu, que fora convidado para passar a noite na casa da vítima, destacou também os canhotos para que nada fosse percebido.

A defesa sustentou, no STJ, que o juiz, ao fixar a condenação, baseou-se em fatos acontecidos com o réu após o processamento da ação penal, o que justificaria a redução da pena. Segundo o relator do Habeas Corpus, ministro Sebastião Reis Júnior, o abuso de confiança e o modo como ocorreu o furto, bem como a existência de maus antecedentes, denotam a maior reprovação da conduta e a elevada periculosidade social, o que afasta a aplicação do princípio da insignificância.

A 6ª Turma fixou a pena-base em três anos e seis meses de reclusão, que, com base na atenuante da confissão espontânea, foi reduzida para dois anos e 11 meses de reclusão. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.

HC 1355056

Revista Consultor Jurídico, 21 de setembro de 2011, 16h46

Comentários de leitores

4 comentários

BOI BARRICA

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal (Advogado Autônomo - Criminal)

Enquanto isso o "boi barrica" vai circulando pelo campo ... "boiziiiinho" ! ! ! !.

NOTÓRIO SABER JURÍDICO é uma FARSA NOTÓRIA.

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

O que a SOCIEDADE BRASILEIRA, o CIDADÃO BRASILEIRO não mais pode TOLERAR é a INCOMPETÊNCIA CONCEITUAL com que se portam alguns MINISTROS PAVONEADOS, que, com teses "suo iure" e "proprio sensu" SOB título de princípios pelos OUTROS POVOS CONHECIDOS, reformulam tais princípios universais para gerar aplicações tupiniquins e tropicalistas desses princípios.
Tais comportamentos têm feito a sociedade brasileira PAGAR O PREÇO dessa INCOMPETÊNCIA JURÍDICA, já que CRIMINOSOS de POTENCIALIDADE DEMONSTRADA, pela tipicidade agravada dos ATOS PRATICADOS, são soltos, continuam a circular, NÃO SÃO SANCIONADOS, quando PRATICARAM DELITOS que a CORTE SUPERIOR, contrariamente aos conceitos de outros MAGISTRADOS, considera submetidos aos falsos, então, preceitos de BAGATELA ou de AÇÃO CULPOSA e NÃO DOLOSA!
Isso tem gerado um perfil novo de CRIMINOSO que, previamente, PRECONIZA que NÃO VAI FAZER MAL a NINGUÉM, porque APENAS está exercendo um "LETÍTIMO DIREITO" de se embebedar e "sair por aí, sem lenço ou documento...", irrersponsavelmente, a ESTREBUCHAR CIDADÃOS PRUDENTES que, por serem PRECAVIDOS, NÃO COMETERAM ou COMETERÃO os DESATINOS que os IRRESPONSÁVEIS COMETERAM e, assim, PASSAM a SER VÍTIMAS desses DESATINOS.
O perfil doutrinário que construiu conceitos de RESPONSABILIDADE, de AGRAVAMENTO de CONDUTA e de ABRANDAMENTO de CONDUTA, por vetores que afetariam o COMPORTAMENTO CIDADÃO, passou a ser, simplesmente, IGNORADO e NEGADO, criando um AMBIENTE de PERMISSIVIDADE, em que o CIDADÃO IRRESPONSÁVEL passa a AGIR sem responsabilidade e sem preocupação com a própria conduta.
Atua por atuar, porque, depois, à VÍTIMA caberá demonstrar que o OCORRIDO não foi tal como factualmente aparece, já que o SUJEITO CAUSADOR NÃO QUERIA MATAR ou FERIR ao AGIR com ARMA MORTAL!

Se bater no STF é Absolvido

Emerson Eduardo Rodrigues (Engenheiro)

Enquanto sustentamos estes parasitas que vivem com o dinheiro que produzimos.....

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