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Investimentos e prejuízos

Juiz de New York não aceita acordo de Citigroup

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Um juiz federal em Nova York rejeitou, nesta segunda-feira (11/28), um acordo de US$ 285 milhões entre o Citigroup e a Comissão de Valores Mobiliários (SEC – Securities and Exchange Commission) dos Estados Unidos. O acordo tinha o objetivo de encerrar uma ação em que a SEC acusou o Citigroup de causar prejuízos de US$ 700 milhões a investidores, enquanto lucrara US$ 160 milhões. O juiz Jed Rakoff ordenou que o caso vá a julgamento porque o público tem o direito de conhecer a verdade. A notícia foi publicada pelo Huffington Post, Bloomberg Businessweek e outros grandes jornais dos EUA.

A SEC acusou o Citigroup de iludir os investidores em um sistema complexo de investimentos em hipotecas. O Citigroup teria vendido US$ 1 bilhão em garantias de endividamentos ligados a financiamentos da casa própria em 2007, quando o mercado imobiliário já começava a entrar em colapso. De seu lado, o banco teria apostado contra a transação, como tática para obter lucro.

Segundo o juiz, o acordo permitiria ao Citigroup, a terceira maior instituição financeira do pais, encerrar o caso sem sequer admitir ou negar responsabilidade na matéria. "Em qualquer caso como esse, que se refere à transparência dos mercados financeiros, cujas rotações deprimiram fortemente a economia do país e debilitou a vida das pessoas, há um interesse predominante do público de saber a verdade", afirmou o juiz.

Rakoff consolidou o caso com outra ação movida pela SEC, que envolve o ex-diretor do Citigroup Brian Stoker e marcou o julgamento dos casos combinados para 16 de julho de 2012. As partes ainda podem tentar chegar a um acordo. Mas, se isso ocorrer, o novo acordo terá de ser aprovado pelo mesmo juiz.

O Citigroup (ou Citi) é uma instituição financeira com sede em Nova York (Manhattan) e operações em mais de 140 países, com 16 mil agências e mais de 200 milhões de clientes. Controla organizações como o Citicorp, Citiholdings e o Citibank. Em 2008, sofreu grandes perdas com a crise do sistema financeiro que se iniciou nos EUA e se espalhou pelo mundo, mas foi compensado, em novembro, por um enorme pacote de estímulo dado pelo governo americano às grandes instituições financeiras. Apesar da crise financeira mundial e de suas perdas, o Citigroup acumulou em 2008 recursos financeiros no valor de US$ 462 bilhões – um valor um pouco acima do PIB da Suécia no ano, que foi de US$ 458 bilhões, diz a Wikipédia.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 28 de novembro de 2011, 16h48

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