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Vazamento de questões

AGU vai recorrer contra anulação de questões do Enem

A Advocacia-Geral da União vai recorrer até quinta-feira (3/10) da decisão da Justiça Federal no Ceará que anulou 13 questões das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011, aplicadas nos dias 22 e 23 de outubro. O pedido para que os itens fossem cancelados foi feito pelo Ministério Público Federal naquele estado após a constatação de que alunos do Colégio Christus, de Fortaleza, tiveram acesso antecipado a cerca de 14 questões que foram cobradas no exame. As informações são da Agência Brasil.

Em nota divulgada nesta terça-feira (1º/11), o Ministério da Educação e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) reforçaram a intenção de recorrer da decisão da Justiça Federal divulgada na noite desta segunda-feira (31/10). Os órgãos avaliaram que a sentença foi “desproporcional”, mas que preserva o exame já que afasta a possibilidade de cancelamento da prova em todo o país, hipótese defendida pelo Ministério Público.

As questões canceladas estavam em apostila distribuída pela escola semanas antes da aplicação do Enem e vazaram da fase de pré-testes do exame, da qual a escola participou em outubro de 2010. O pré-teste é feito pelo Instituto Nacional de Inep, do MEC, para avaliar se as questões em análise são válidas e qual é o grau de dificuldade de cada uma.

Os cadernos de questões do pré-teste deveriam ter sido devolvidos após a aplicação e incinerados pelo Inep. O MEC confirmou que 13 questões que estavam na apostila distribuída pelo colégio cearense foram copiadas de dois dos 32 cadernos de pré-teste do Enem aplicado no ano passado a 91 alunos da escola.

Desde que se constatou o vazamento das questões, o MEC passou a defender que fossem canceladas apenas as provas dos alunos do Colégio Christus, que teriam uma nova oportunidade de fazer o Enem no fim de novembro. “O Ministério da Educação e o Inep entendem que a arguição proposta de cancelar as provas, unicamente dos alunos do Christus ou até do complexo educacional da instituição, tem um caráter pedagógico e restabelece a isonomia, uma vez que somente aqueles alunos tiveram uma vantagem no tempo dedicado à resolução das 180 questões aplicadas", diz a nota.

Revista Consultor Jurídico, 1 de novembro de 2011, 18h05

Comentários de leitores

2 comentários

ENEM

EDSON (Bacharel)

Ralmente o Brasil é um País confuso. O Enem um ano antes das provas realiza o que denomina de pré-teste para saber o grau de dificuldade das questões a serem aplicadas. Um ano após por pura falta de imaginação de seus eleboradores de prova compiam 14 questões das aplicadas no Ceará e uma em MG. Os alunos não podiam tomar conhecimento das questões e para oque então estudar para fazer provas se as quesatões que foram aplicadas não podiam ser estudadas? Os alunos tinham que ser surpreendidos? Senhor Oscar Procurador do MInistério Público, menos. Use o bom senso. Estas questões do pre-testes podiam ou não se objeto da prova. Não havia proibição,nem obrigação de expo-las. Certo está a AGU de recorrer desta arbitrariedade.

Alegria e tristeza

Flávio Souza (Outros)

Mais uma vez problema no ENEM. Correta a decisão judicial quanto a anulação das questões. Não acredito que tenha ocorrido vazamento tampouco fraude. Na minha opinião o MEC não deveria recorrer até para preservar o ENEM, pois se cancelar a prova será ainda pior.

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