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Novo Conselho

Supremo escolhe dois novos integrantes do CNJ

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Em sessão administrativa nesta quarta-feira (18/5), o Supremo Tribunal Federal escolheu os dois juízes que tomarão posse no Conselho Nacional de Justiça, em julho, nas vagas destinadas à indicação do STF. Por unanimidade, os ministros aprovaram o juiz José Guilherme Vasi Werner, do Rio de Janeiro, e o desembargador José Roberto Neves Amorim, do Tribunal de Justiça de São Paulo.

O tribunal manteve a tradição de corroborar os nomes sugeridos pelo presidente do STF e do CNJ. Werner e Amorim foram indicados ao cargo pelo presidente da Corte, ministro Cezar Peluso.

O ministro Ayres Britto, vice-presidente do Supremo, pediu que seja considerado para entrar em uma próxima vaga o juiz pernambucano Mozart Valadares, ex-presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros. Mozart disputava com Werner a cadeira no CNJ.

Formado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Vasi Werner é titular do XX Juizado Especial Cível do Rio de Janeiro. Foi secretário-geral adjunto do CNJ e hoje atua como juiz auxiliar da Presidência do Supremo Tribunal Federal.

Juiz desde 1984, Neves Amorim é formado pelo PUC de São Paulo e foi promovido a desembargador em 2006. Hoje, ocupa da 2ª Câmara de Direito Privado do TJ paulista. Também é vice-diretor da Faculdade de Direito da Faap.

Na mesma sessão, os ministros reconduziram ao cargo de conselheira do Conselho Nacional do Ministério Público a juíza federal Taís Schilng Ferraz. É a primeira vez que o tribunal reconduz um membro para mais um mandato nos conselhos.




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 é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 18 de maio de 2011, 21h07

Comentários de leitores

3 comentários

País atrasado

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

De fato, o Constituinte Derivado não andou bem ao instituir a forma de composição do Conselho Nacional de Justiça, uma das razões do fracasso do Órgão. Juiz protege juiz, e por certo que todos os Tribunais só vão indicar gente da confiança deles, encarregados de manter o cômodo status quo. Fazem maioria no Conselho, frustrando-se a ideia de "controle externo" do Poder Judiciário. As intenções de Peluso, desde que assumiu a Presidência do Supremo, e em via de consequência do Conselho Nacional de Justiça, sempre foram muito claras: transformar o Órgão em mais um adorno para inglês ver. É o que tem feito e conseguido, enquanto a massa da população sequer sabe o que é o CNJ.

luz para que se formule uma resposta

mat (Outros)

Talvez a Sra. Elza devesse ler a inicial do pedido de impeachment do min. Gilmar Mendes intentado por um advogado do ES e que correu vários sítios jurídicos no dia de ontem. Sem qualquer juizo de mérito (especialmente por ter sido noticiado também por sites reconhecimente agressivos ao citado min.), a inicial traz um apanhado de informações preocupantes.

Só tenho uma perguntinha:

Elza Maria (Jornalista)

A LOMAN não proíbe que o juiz exerça cargo de direção e coordenação em entidade de qualquer natureza? Então, como um desembargador, agora conselheiro do CNJ pode exercer o cargo de vice-diretor da FAAP, como está na notícia? E o pior, como o presidente do STF, que também é professor adjunto da FAAP, pelo menos está mantém laços com essa instituição de ensino, tem a coragem de indicar um desembargador nessas condições para o exercício da função de conselheiro do CNJ? São essas coisas que dão um nó na cabeça de todo mundo, porque ou todos somos burros, ou alguns nos fazem de burros.

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