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Reivindicação salarial

OAB apela por informações sobre bombeiros detidos

Um representante da Ordem dos Advogados do Brasil, o advogado Aderson Carvalho, fez um apelo ao corregedor do Corpo de Bombeiros em Niterói (RJ) para que possa entrar no órgão a fim de saber a real situação dos mais de 400 bombeiros militares que estão presos. Na manhã deste sábado (4/6), eles foram detidos depois de terem tomado o quartel central do Corpo de Bombeiros, na sexta-feira (3/6). As informações são do portal G1.

A tomada do quartel aconteceu durante uma manifestação por maiores salários. A deputada Janira Rocha (PSOL) passou a noite no quartel. De acordo com ela, a Polícia Militar entrou antes de terminar a negociação para a rendição dos manifestantes e deram tiros de fuzil e de borracha nos bombeiros.

A ordem de prisão foi dada pelo governandor do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. "Agora queremos negociar direto com o coronel Cabral. Com uma atitude como essa, ele deixou de ser governador para agir como coronel. Os bombeiros que salvam vidas só querem negociar um salário digno, querem um piso diferente de R$ 950. Será que Cabral consegue gastar R$ 950 nas viagens que faz a Paris?" indagou a deputada. Entre as reivindicações estão piso salarial líquido no valor de R$ 2 mil e vale-transporte.

Após uma noite inteira de negociações para que os cerca de dois mil bombeiros deixassem o quartel, a tropa de Choque da Polícia Militar e também policiais do Bope invadiram o quartel do Centro. Bombas de efeito moral e de gás lacrimogênio foram usadas para entrar no complexo. Como resultado, pelo menos duas crianças sofreram intoxicação devido ao gás e dois adultos tiveram ferimentos leves na cabeça, por conta das bombas de efeito moral que foram lançadas pelo Bope.

A movimentação começou na sexta, quando bombeiros ocuparam o pátio e as dependências do complexo. Mulheres e até crianças se uniram a oficiais numa passeata que começou em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e que passou pelas principais avenidas do Centro, até chegar ao quartel.

Revista Consultor Jurídico, 4 de junho de 2011, 13h37

Comentários de leitores

4 comentários

AINDA BEM QUE ELES NÃO RESOLVERAM BOTAR FOGO

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Se todas as classes que reivindicarem aumento salarial o fizerem invadindo as empresas onde trabalham, levando seus filhos para dentro dos departamentos a fim de impedir qualquer tipo de represália, é melhor fecharmos o país para balanço (cujo resultado será , fatalmente, a decretação da sua falência). Quem está na P. Militar,está por que quer. Os salários são aviltantes ? São, sem dúvida. Nas demais profissões, via de regra, também são. Nas empresas privadas, quando o funcionário reclama do salário e faz greve,com bagunça, depois é demitido. Ninguém é obrigado a se conformar com o que ganha e tem todo o direito de buscar melhores condições, agora, paralisar um serviço necessário, colocando em risco a população pela inércia, em nome de reivindicação por melhor salário,é inaceitável. Se fosse eu o governador exoneraria, sumariamente, todos os que se rebelaram e deixaram de prestar os serviços para os quais se obrigaram ao entrarem para a polícia.Podem estar certos de que, no dia seguinte, haveria uma fila imensa de pretendentes, para ganhar essa mesma merreca.

Luta?

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Fosse no passado, a velha OAB de luta pela democracia estaria na segunda de manhã na porta da Assembleia Legislativa do Estado pedindo o impeachment do Governador, para logo após se dirigir ao Ministério Público pedindo providências. O que veremos, entretanto, certamente será uma imensa negociação nos bastidores, com as trocas de favores típica da fase política atual, para logo após se adotar a posição que interessa pessoalmente aos envolvidos. É assim que vivemos a Ditadura mais sombria entre todas as que possam existir: a que conta com a conivência dos homens de bem.

Instauração da ditadura

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Seguindo a linha de formação do Estado Absoluto brasileiro, que já mostra suas garras há vários anos, a prisão dos bombeiros em manifestação no Rio de Janeiro parece ser o marco oficial da Ditadura que se instaura. Pelo regime jurídico-constitucional vigente o Governador do Estado do Rio de Janeiro e todas as demais autoridades que criaram condições para que policiais atirassem com armamento pesado em manifestantes desarmados deveriam estar presos no momento. Além de não ter sido decretada a prisão de nenhum deles, os manifestantes é que estão detidos, e inclusive ameaçados de processo administrativo e criminal pelo delito de chamarem a atenção da sociedade para o fato de ganharem R$900,00 para prestar um serviço extremamente essencial, enquanto as repartições públicas do Estado há milhares de servidores em cargos comissionados ganhando dez vezes mais para quase nada produzir, em recompensa ao trabalho que prestaram na eleição visando eleger o Governador. Não conheço a realidade do Rio de Janeiro, mas creio que antes do ato o Chefe do Executivo Estadual deve ter adotados todas as providências pertinentes, distribuindo fartamente cargos a familiares e amigos das autoridades que devem adotar as providências contra ele. Esse é o mecanismo que vem sendo utilizado pelo regime ditatorial que se instaura, regrado ao dinheiro farto da pesada carga tributária brasileira.

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