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Planejamento de negócios

ABA quer preparar advogados para desastres naturais

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Desde os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, em Nova York, e do caos provocado, em Nova Orleans, em 2005, pelo furacão Katrina, a cultura corporativa norte-americana tem aprendido novas lições sobre como lidar com questões que envolvem risco de vida, a pane da infraestrutura e o descontrole social provocado por tragédias de grande porte. No caso particular de desastres naturais, 2011 tem sido um ano expecionalmente difícil para os americanos. Enchentes no rio Mississipi, tornados que arrasaram parte da região sul do país e incêndios quilométricos em reservas florestais no Arizona provocaram perda de milhares de vidas.

Os traumas resultantes da experiência de desastres naturais e o temor por conta da imprevisibilidade de quando podem voltar a ocorrer é um tema tão presente nos Estados Unidos que a ABA (American Bar Association), a Ordem dos Advogados americana, vai dedicar sua reunião anual, marcada para o mês que vem, em Toronto, no Canadá, para tentar convencer sócios, escritórios e profissionais do Direito a levar o planejamento de desastres mais a sério.

A procupação da ABA é com o que chamam de “plano de continuidade dos negócios” quando a estrutura é destruída por desastres e com os consequentes “prejuízos financeiros arrasadores”. A advocacia americana amargou perdas nos EUA e no exterior frente à imprevisibilidade da natureza, como no caso do último tsunami que devastou a costa nordeste do Japão. O tema tem sido encarado com seriedade a ponto da ABA publicar um guia de planejamento para lidar com desastres voltado especialmente para advogados. Nele são tratados temas relacionados à implantação de um plano de continuidade de operações, ou seja como tocar os negócios antes, durante e depois de um desastre, avaliando “o status da segurança física e capacidade profissional dos funcionários, condições do espaço de trabalho, riscos e recursos”, diz o guia.

Segundo o semanário The National Law Journal, a Comissão Especial de Respostas a Desastres e Prontidão da ABA passou trabalhando nos últimos meses no aperfeiçoamento de seu plano de continuidade institucional, que será apresentado em Toronto em agosto. O presidente da comissão, David Bienvenu, que é advogado e sócio da banca Simon Peragine Smith & Redfearn, sediada em Nova Orleans, contou que o guia foi feito inclusive a partir de atividades práticas, durante nevascas em Chicago e Washington D.C., que fecharam bancas, interrompendo os negócios e resultando em prejuízos.

“A vasta maioria das empresas nos EUA ainda não dispõem de planos de desastres”, disse Bienvenu ao The National Law Journal. “Depois do Katrina, descobrimos que precisamos estar aptos a localizar nossos funcionários e preparados para encontrar nossos clientes”, avaliou.

Clique aqui para ler, em inglês, o guia de planejamento para advogados durante desastres naturais publicado pela Ordem dos Advogados dos EUA.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 23 de julho de 2011, 8h12

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