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Balanço do trimestre

Doze pequenos escritórios foram comprados nos EUA

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O Altman Weil MergerLine é um aguardado relatório trimestral preparado pela consultoria em administração de escritórios de advocacia Altman Weill, Inc. dos Estados Unidos. O propósito do boletim é divulgar o ritmo das fusões e aquisições de escritórios de advocacia no país. De acordo com a última "Linha das Fusões", divulgada no final da semana passada, as aquisições de bancas de pequeno porte lideraram o mercado de compras e fusões de firmas de advocacia no segundo trimestre de 2011 nos Estados Unidos.

Entre 1º de abril e 30 de junho, 12 novos negócios foram realizados. Contando com os resultados do primeiro trimestre do ano, são 47% a mais de operações do tipo se comparado com o mesmo período em 2010. E todos os negócios são de aquisições de bancas menores por grupos de grande porte. Dez das doze aquisições correspondem à compra de bancas com menos de vinte advogados. Os outros dois negócios referidos pelo relatório envolvem a compra de bancas com menos de 50 profissionais. E sete das compradoras empregam pelo menos duzentos advogados.

M&A
O crescimento de aquisições no setor da advocacia reflete o aquecimento do mercado em linhas gerais. No mundo das fusões e aquisições, o campo para advogados especializados na área, os chamados M&A lawyers (sigla para fusões e aquisições, em inglês), também disparou. Neste final de semana, o portal da revista mensal The American Lawyer publicou artigo afirmando que se trata do melhor momento para o setor desde o início da crise financeira internacional em 2008.

De acordo com o texto, mesmo que o mercado atual de aquisições e fusões não lembre os tempos "pré-Lehman" (antes da quebra do banco de investimento Lehman Brothers) ainda assim "uma enxurrada de negócios manteve os advogados especializados no setor mais ocupados este semestre do que nos últimos três anos".

A revista cita outra fonte, também um aguardado relatório, só que semestral, o Mergermarket's League Tables of Legal Advisers to Global M&A. De acordo com relatório, o setor de fusões e aquisições nos EUA movimentou US$ 1,185 trilhão de dólares entre janeiro e junho deste ano.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 12 de julho de 2011, 8h01

Comentários de leitores

2 comentários

No Brasil pode sim, a dificuldade é

analucia (Bacharel - Família)

No Brasil pode sim, a dificuldade é que a Lei da OAB veda o registro na OAB de nome de fantasia, logo fica difícil vender a marca, o que tem o maior valor, pois o escritório deve ter o nome dos sócios.
Mas, a lei da OAB não veda o uso do nome de fantasia, apenas veda o registro na OAB e nada impede o registro no INPI.
LAdo a Lei da OAB para atender aos donos e coronéis da OAB permite que escritórios mais antigos tenham mordomias, pois se o titular falecer os filhos podem manter o nome, enquanto os novos têm que começar tudo realmente do início, sem publicidade, sem piso salarial e sem adquirir marcas, no entendimento da OAB.

Pode-se comprar escritório no Brasil?

Wagner Göpfert (Advogado Autônomo)

Entre os operadores do direito no Brasil, tornou-se dogma a máxima de que escritório de advocacia não pode ser sequer comparado às empresas de comércio. Talvez por uma má leitura do “Oração aos moços” de Rui, falar-se neste assunto causa repugnância. Mas se no Brasil também se puder comercializar bancas de advocacia, com se dá a sua avaliação? Pela avaliação da máquina de escrever, das mesas e cadeiras? A clientela, por suas características, tratarem-se de grandes empresas, ou apenas de casais humildes em separação conjugal possuem valores distintos? E o bom, ou mau nome mercadológico adquirido em sua existência, pode (ou deve) ser considerado na avaliação?
No meu modo de ver a avaliação de uma banca advocatícia em nada difere de uma avaliação de um hospital, ou de uma grande empresa de auditoria p. ex.
http://wagnergopfert.blogspot.com/ - wgopfert@adv.oabsp.org.br

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