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Projeto usa redes sociais para discutir gestão pública

O projeto brasileiro “mGOV2”, voltado para redes sociais e evoting (votação digital), está entre os quatro mais importantes para o fortalecimento da governabilidade democrática no continente americano, de acordo com escolha da Organização dos Estados Americanos (OEA). A solenidade de apresentação e entrega das premiações será em Bogotá, na Colômbia, de 24 e 28 de janeiro.

Desenvolvido pelo i3G – Instituto de Governo Eletrônico, Inteligência e Sistemas e pelo Grupo de Estudos da Sociedade da Informação (Gesi), da Universidade Federal de Santa Catarina, a ideia é ampliar os debates inerentes à gestão pública, com a formação de temas, agendas, avaliações e validações feitas por meio de sistemas web integrados às redes sociais e plataformas móveis.

E ainda: potencializar a participação do cidadão nos processos deliberativos e decisórios que interfiram no cotidiano da sociedade — em especial os debates inerentes às reuniões para elaboração do orçamento público, do Plano Plurianual e da Lei de Diretrizes Orçamentárias dos municípios.

O projeto também prevê o uso de votações eletrônicas a partir de plataformas móveis como o iPhone, Android, Windows Mobile, Symbian e BlackBerry, além de PDAs, Ipads, Netbooks 3G, com aplicações e bases de coleta de votos disponíveis em servidores web. A equipe brasileira já testou essa aplicação em votações internacionais.

A avaliação dos projetos foi feita pelo Centro Internacional de Pesquisas para o Desenvolvimento (IDRC), de Montreal, no Canadá, em colaboração com a OEA e a Organização Universitária Interamericana (OUI), de Quebéc, também no Canadá.

O trabalho da equipe do i3G é resultado de uma sequência de estudos feitos nos últimos 18 meses, com pesquisas selecionadas e apresentadas em cidades como Berlin, Cairo, Shangai, Buenos Aires, Ica, além de trabalhos anteriores apresentados na Escócia, França, Índia, Estados Unidos, Chile, Espanha, Itália e Noruega.

Também integra a delegação brasileira o professor Hugo Hoeschl, coordenador do Gesi e cientista-chefe do “mGOV2”. “O assunto é absolutamente de ponta, pois as mídias sociais são o pulmão tecnológico da sociedade política”, destacou ele.

De acordo com Tânia Bueno, presidente do i3G e coordenadora executiva da pesquisa e que vai a Bogotá apresentar o projeto, trata-se de "um marco filosófico e tecnológico nas Américas, pois insere definitivamente as variáveis tecnológicas na consolidação e ampliação do processo democrático".

Revista Consultor Jurídico, 20 de janeiro de 2011, 1h30

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