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Voto popular

Eleitores paraenses decidem pela não divisão do PA

Neste domingo, 11 de dezembro de 2011, os eleitores paraenses votaram e decidiram que não querem a divisão do estado do Pará. Por volta de 20h30, 87,74% dos votos haviam sido apurados: 67,43% dos eleitores votaram contra criação de Carajás e 66,87%, de Tapajós.

A divisão sugerida pela proposta deixaria Tapajós com 58% da área e 27 cidades. Ele teria quase metade de seu território ocupado por reservas indígenas ou florestais, incluindo o vale do Xingu, onde o governo pretende construir a usina hidrelétrica de Belo Monte. Já Carajás ficaria com 25% da área do estado e teria 39 municípios. O estado do Carajás teria a mineração como principal atividade econômica. O atual estado do Pará ficaria com 17% do seu território atual e 77, dos atuais 143 municípios. Como a maioria dos eleitores disseram não a estas divisões, o Congresso deve abandonar o projeto que pretendia dividir o estado.

A divisão do Pará, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), implicaria em três Estados deficitários. Enquanto a unidade federativa atualmente gera R$ 300 milhões, com a separação, Carajás terá déficit de pelo menos R$ 1 bilhão anual, Tapajós, de R$ 864 milhões, e o Pará remanescente, de R$ 850 milhões.

Além disso, a criação de mais dois Estados teria impacto negativo no Congresso. Haveria uma sobrerrepresentação de políticos do Norte em Brasília. O Estado de São Paulo, com mais de 41 milhões de habitantes, manda 70 deputados para representá-lo. Isto é, um deputado para representar mais de 585 mil paulistas. Já no caso de Roraima, 8 deputados representam o estado no Congresso. Ou seja, um deputado representa 56 mil roraimenses. Isso faz com que um voto em Roraima seja mais dez vezes mais importante que um voto paulista.

Os contrários ao desmembramento alegaram que a divisão traria aumento nos gastos, pois órgãos e empregos públicos terão de ser criados para os novos Estados. Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicou que o custo anual com os dois novos Estados seria de cerca de R$ 2 bilhões.

Os favoráveis, derrotados, defendiam que o Pará é muito grande e a formação de Carajás e Tapajós levaria desenvolvimento para locais distantes da capital, Belém. Os separatistas dizem que suas regiões recebem poucos investimentos do governo estadual.

A grande extensão territorial do Pará era um dos argumentos utilizados para uma divisão desse território. Localizado na Região Norte, o estado do Pará, com extensão territorial de 1.247.950,003 quilômetros quadrados, é a segunda maior unidade federativa do Brasil, correspondendo a 14,6% do território nacional, atrás somente do Amazonas (1.559.161,682 km²). Conforme contagem populacional feita em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua população é de 7.581.051 habitantes, distribuídos em 143 municípios. Com informações dos sites BBC Brasil e Brasil Escola.

Revista Consultor Jurídico, 11 de dezembro de 2011, 20h01

Comentários de leitores

7 comentários

TUDO COMO ERA E DEVERÁ FICAR

Deusarino de Melo (Consultor)

Parabéns aos meus conterrâneos do Pará e ao Brasil de um modo geral. O povo paraense, pacificamente, demonstrou como o poder do voto pode ser utilizado em seu próprio favor, assim seja utilizado com coerência, discernimento e na direção correta. Assim poderão ser todas as eleições daqui para a frente... Preste atençao, povo brasileiro! O povo pode... basta querer... Pelo povo, do povo, para o povo, via povo, assim deverão ser as decisões futuras... Quem nãoi aceitar, certamente sairá perdendo e isso não interessa a determinados políticos que acabarão se submetendo aos acontecimentos necessários ou vão para casa abotoar seus pijamas de luxo, que devem ser muitos pelo tanto que já ganharam, deixando a vaga para quem quer verdadeiramente trabalhar pelo desenvolvimento do Brasil e pela melhoria das classes menos favorecidas em busca de planos cada vez mais avançados de evolução e de retirada da pobreza e da miséria do nosso vocabulário... Este deverá ser o itinerário e o drestino de todo candidato a cargo público, doravante... Nós acreditamos na senhora, MÃE DOS BRASILEIROS, como acreditamos no anterior LULA e tem dado certo. Não está dando certo para os opositores e eles têm mais é que estribuchar, mas deixa que isso eles sabem fazer além da conta... Não podemos é perder a oportunidade de projetarmos nosso país que tem crescido internacionalmente e vai levando em frente projetos arrojados. Unidos, venceremos! Povo unido, jamais será vencido! Os paraenses deram, agora, um exemplo que deverá ser observado, estudado e repetido sempre que hpouver necessidade de mostrar a vonttade do povo!!!

PARABÉNS! PARABÉNS! PARABÉNS!

Sergio Battilani (Advogado Autônomo)

O sul e sudeste já estão cansados de manter os deficitários estados do norte e nordeste (a maioria absoluta deles é deficitária).
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Escapamos de ter que sustentar mais dois cabidaços de emprego e falcatruas!
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Parabéns povo Paraense pela nobre decisão em favor do BRASIL!

um golpe de ilusionismo

Ademilson Pereira Diniz (Advogado Autônomo - Civil)

Esse plebiscito na verdade não passou de um grande golpe de ilusionismo. Isto porque, apesar de lhe ser dada a forma democrática do VOTO, sofreu um vício de origem, qual seja, a desconsideração de que as populações das regiões que, de fato sofreriam alguma mudança com a tal divisão, É EM MENOR NÚMERO DO QUE AQUELA QUE NADA SOFRERIA. Isto é, contou-se o voto um a um, quando, na verdade, deveria se observar uma certa proporcionalidade entre as populações das regiões afetadas, levando-se em consideração a densidade demográfica de cada uma delas. Esse plebiscito, assim havido, não passou de um grande engodo, no qual foram enredadas as populações do novos Estados que seriam criados, tudo para o benefício daqueles que, hoje, desfrutam os benefícios de riquezas conseguidas às custas da miséria alheia; sim, o "status quo" que propagou a NÃO DIVISÃO é justamente aquele que se beneficia da ausência do ESTADO nas imensidões territorias que servem de coito a bandidos de todos os matizes. As logas (e desertas) distâncias, a ausência de desenvolvimento (incentivadas, hoje, pelos malfadados movimentos ambientalistas que querem a perpetuação dessa situação sinistra com suporte na miséria dessas populações ---não há escola, hospital, polícia, arruamento decente, água, esgoto, iluminação, etc., mulheres morrem de parto e crianças não chegam a nascer, há impaludismo, parasitoses, verminoses, etc, e, se acaso alguem vier a estudar, pergunta-se: para que? diploma para catar castanhas????). A DIVISÃO e criação de mais dois ESTADOS iria trazer benefícios àqueles que ali residem; é certo, também, que os "políticos", sobretudos os mais bandidos, teriam seus dividendos, mas, numa perspectiva mais ampla, a população seria beneficiada. NÃO FOI UMA DECISÃO A PARABENIZAR.

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