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Família internacional

Governo diz que vai ajudar avós em visitas a Sean

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário disse que o governo vai ajudar nas negociações para garantir o cumprimento da Convenção de Haia e permitir que a família brasileira de Sean Goldman o visite. As informações são da Agencia Brasil.

Depois de se reunir com Silvana Bianchi, avó da criança, Rosário disse que “nós vamos apoiar a família brasileira para que o menino tenha contato com a avó”.

O advogado de Bianchi, Carlos Nicodemos, reconhece que, agora, houve uma tomada de posição do governo brasileiro e o caso virou uma questão entre Estados. Para o advogado, o cumprimento do direito da avó virou um interesse do Estado brasileiro.

Sean Goldman, hoje com dez anos, é filho do americano David Goldman e da brasileira Bruna Ribeiro, já morta, filha de Silvana e Raimundo. Ao trazer Sean ao Brasil, Bruna se casou com o advogado João Paulo Lins e Silva, que também tem se empenhado para reverter o atual quadro.

Nascido nos Estados Unidos, Sean foi trazido para o Brasil em 2004 pela mãe e aqui foi retido, contra a vontade do pai. Depois de uma longa batalha judicial em tribunais americanos e brasileiros, David conseguiu, em 2009, levar o menino de volta para os Estados Unidos. Desde então Silvana continuam tentando na Justiça recuperar a guarda de Sean e trazê-lo de volta para o Brasil. A luta dos avós sofreu um abalo com a morte de Raimundo, marido de Silvana, no início do ano.

Em 17 de fevereiro, a Corte Superior de Nova Jersey negou o pedido de Silvana e Raimundo Ribeiro, avós de Sean, para visitar o neto nos Estados Unidos sem ter que obedecer às condições impostas pelo pai da criança, David Goldman. Entre outras exigências, David pedia que fossem suspensas as ações contestando seu pátrio poder que os avós sustentam contra ele no Brasil. Os avós recusaram as exigências.

Outros pedidos de visita foram feitos, mas foram negados pelo Departamento de Estado norte-americano. Agora, acredita-se que as tentativas terão como reforço os acertos feitos entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente americano, Barack Obama, quando ele veio ao Brasil em março.

Em comunicado conjunto, os dois chefes de Estado afirmaram que há disposição para solução de situações pendentes relativas às crianças entre os dois países. “Agora, eu saio daqui com a certeza de que o Brasil está junto comigo para me ajudar a visitar meu neto”, disse a avó de Sean.

Revista Consultor Jurídico, 12 de abril de 2011, 20h18

Comentários de leitores

2 comentários

Só aqui no Brasil?

Advogado Santista 31 (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

E os brasileirinhos que foram retirados ilegalmente pelos pais e enviados para outros países sem o consentimento das mães brasileiras? Tal comentário faz entender que brasileiro é tudo criminoso e quem é dos EUA e da Europa não é.

Vergonha!!!

acsgomes (Outros)

A Min. Maria do Rosário deveria se preocupar com os direitos das crianças que foram "sequestradas" para o Brasil e aqui estão retidas ilegalmente. Ao invés disso, a Min prefere dar apoio e atuar em benefício da família brasileira que por DUAS vezes reteve o Sean ilegalmente no Brasil, inclusive praticando alienação parental. E, pior, família esta que ainda está tentando retirar o menino do pai novamente.
Basta a família brasileira atender as condições impostas pelo pai para poder visitar o menino. Dentre estas, a condição de cessar todo processo judicial pelo retorno do menino ao Brasil. O pai está certo. Quem, em sã consciência, deixaria os avós - que por DUAS vezes "sequestraram" o seu filho - se aproximar do seu filho, quando estes estão tentando retirá-lo uma TERCEIRA vez de você?

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