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Teste eleitoral

Urnas eletrônicas são testadas antes da votação

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) inspecionou, às 9h deste sábado (2/10), as quatro urnas que serão submetidas à auditoria na chamada Votação Paralela. Representantes dos partidos, da Polícia Federal e da Procuradoria Regional Eleitoral participaram da inspeção. A informação é da Agência Brasil.

As urnas serão retiradas das seções eleitorais onde estão instaladas, substituídas por urnas reservas e levadas para a sede do tribunal, no centro do Rio. Quinhentas cédulas para votação manual foram distribuídas a representantes de partidos e funcionários que compõem a equipe de apoio do processo de votação paralela. Ainda hoje, as cédulas serão preenchidas e depositadas em quatro urnas de lona, que serão lacradas.

Neste domingo, a partir das 8h, as urnas serão abertas para que o voto manual seja digitado nas quatro urnas eletrônicas. Cada urna eletrônica recebe o voto de uma urna de lona distinta.

Às 17h, a votação é encerrada e, em seguida, será feita apuração das urnas de lona e a totalização das urnas eletrônicas correspondentes. A totalização deve ser exatamente equivalente para mostrar que o programa das urnas eletrônicas retrata fielmente o voto manual depositado na urna de lona. Todo o processo da Votação Paralela é filmado pela PF.

Hoje à tarde, o TRE-RJ vai oficializar o sistema de totalização do computador central. Os dados transmitidos pelas zonas eleitorais no domingo serão recebidos e totalizados no computador central. Em seguida, vão ser retransmitidos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, responsável pela divulgação dos resultados da votação no país.

Paraná
No Paraná, a votação paralela – mecanismo que garante a segurança do sistema de votação eletrônica- será realizada em três urnas – uma de Curitiba e as outras duas de Cascavel e Pato Branco. O sorteio das urnas foi realizado na manhã deste sábado (2/10), na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, pela juíza presidente da Comissão de Votação Paralela, Elizabeth de Fátima Nogueira.

Apesar da chuva que atinge praticamente todo o estado, o TRE já providenciou o transporte das urnas do interior para Curitiba e enviou as substitutas para os locais sorteados a fim de possibilitar que os eleitores dessas seções possam votar normalmente.

Um avião cedido pela Casa Civil do governo paranaense está fazendo o transporte e a presidente disse que se o tempo chuvoso não permitir pouso e decolagem da aeronave, o processo será feito em voo comercial. Ela explicou que o “processo de auditoria é transparente na medida em que é público, todos podem acompanhar: fiscais de partido, delegados e candidatos, para aferir que o resultado contido na urna corresponde ao da votação do eleitor”.

Rio Grande do Sul
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio Grande do Sul fez neste sábado (2/10) o sorteio de três sessões eleitorais que participarão da votação paralela, um sistema de auditoria do processo eleitoral no estado.

As urnas - duas do interior e uma da capital - serão recolhidas, lacradas e trazidas para Porto Alegre, onde serão utilizadas amanhã (3) na votação paralela. Os cartórios eleitorais farão a substituição das urnas para possibilitar que os eleitores dessas três seções votem normalmente.

As urnas sorteadas serão dos municípios de Segredo, a 241 quilômetros da capital, de Tenente Portela, a 470 quilômetros, e da zona norte de Porto Alegre. A votação paralela será realizada no Palácio da Justiça, no centro da capital.

As entidades e partidos que participam da votação receberam antecipadamente cédulas de votação e listas de candidatos, que preenchem e entregam ao tribunal antes do pleito. Os dados são digitados e a cédula depositada em uma urna de pano. Amanhã, após a votação, haverá a aferição dos votos para comparar o que está na urna de pano com o que consta na eletrônica.

O juiz do TRE Ícaro Carvalho destacou a importância do processo para dar transparência e confiabilidade às eleições. “Queremos mostrar a toda a população a lisura do pleito eleitoral”, afirma.

Durante o sorteio, estavam presentes três observadores internacionais que vieram ao Brasil acompanhar o processo eleitoral. A estudante de relações internacionais da Turquia Dilek Ozbesleroglu disse que ficou bem impressionada com o que viu.

“Eu não conhecia nada sobre o Brasil, nem mesmo que era uma Federação. Não imaginava que o sistema eleitoral fosse tão rigoroso. Achei que a urna eletrônica poderia ser alterada, mas depois de conhecer vi que não havia possibilidade de fraudes”, afirmou.

Segundo Dilek, o processo eleitoral brasileiro é muito diferente do turco, que é parlamentar - a população elege o parlamento - e ainda utiliza cédulas de papel. Além disso, o país não tem as dimensões do Brasil, com 5.565 municípios. A Turquia tem 80.

Em Porto Alegre estão nove observadores internacionais - seis argentinos (quatro do governo e dois do Judiciário) e três estudantes - um da Turquia e dois do Irã. Eles ontem conheceram a urna eletrônica e votaram para deputado, senador, governador e presidente.

O processo de auditoria das urnas eletrônicas é feito desde 2002 no Rio Grande do Sul. A organização é do TRE, Ministério Público Eleitoral, dos partidos políticos e de entidades da sociedade civil.

As telas das três urnas eletrônicas são filmadas e o trabalho é auditado por uma empresa especializada, contratada pelo Tribunal Superior Eleitoral. A votação simulada ocorre no horário oficial, das 8h às 17h.

Goiás
O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) também sorteou duas urnas eletrônicas que serão submetidas ao processo de auditoria conhecido como votação paralela. As urnas sorteadas – uma de Goiânia e a outra da cidade de Alexânia, no interior do estado – serão retiradas dos colégios onde funcionariam e serão levadas para o anexo do TRE. No entanto, para não prejudicar os eleitores, a Justiça Eleitoral já providenciou a substituição dessas máquinas.

A votação paralela será realizada amanhã no mesmo período das eleições. Hoje um grupo de escoteiros da capital recebeu cédulas de papel para simular uma votação. Esses votos serão depositados em urnas de lona, que serão lacradas. No domingo a equipe de auditoria vai digitar esse votos impressos nas duas urnas sorteadas. Todo o procedimento de votação será filmado.

De acordo com a juíza Viviane Silva de Morais Azevedo, o objetivo desse procedimento é verificar se os programas de computador instalados nas urnas eletrônicas armazenam e contabilizam os votos dos eleitores. “É uma maneira de garantir a segurança e verificar se as urnas de fato estão funcionando.”

A auditoria será encerrada após a comparação entre o resultado eletrônico fornecido pelas urnas e o resultado da apuração da votação em cédulas. Os dados deverão ser idênticos. Caso aconteça algum erro, o TRE irá informar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esse processo irá ocorrer em todo o país. 

Revista Consultor Jurídico, 2 de outubro de 2010, 13h39

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