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Morte por apedrejamento

Advogada de Sakineh é detida ao retornar ao Irã

Sara Sabbaghiyan, advogada de Sakineh Ashtiani, a iraniana condenada à morte por apedrejamento, foi presa nesse sábado (13/11) ao retornar ao Irã. A informação foi divulgada pelo antigo advogado de Sakineh, Mohammad Mostafaei, e publicada pela Folha de S.Paulo.

De acordo com as informações, Sara foi detida com a advogada de Mostafaei, Maryam Kiyan, e a uma terceira advogada, Maryam Karbasi, no aeroporto Imam Khomeini, nos arredores de Teerã. Elas retornavam ao país vindas da Turquia.

O caso
Sakineh, de 43 anos e mãe de dois filhos, foi condenada em 2006 a morte por apedrejamento por manter relações com dois homens após a morte de seu marido. Em seguida, foi acusada de ser cúmplice no assassinato de seu esposo e, novamente, condenada à morte.

Atualmente ela está presa aguardando a execução da sentença. No entanto, ela não será mais apedrejada. O Irã alegou que, apesar de o sistema judiciário iraniano contemplar esta punição, ela não é mais aplicada.

Mostafei, primeiro advogado de Sakineh, foi condenado à revelia a seis anos de prisão por atentar contra a segurança nacional por divulgar o caso. Ele vive exilado na Noruega com sua mulher e sua filha.

Revista Consultor Jurídico, 14 de novembro de 2010, 14h29

Comentários de leitores

2 comentários

Um absurdo

Cristiano Candido (Advogado Sócio de Escritório - Tributária)

É lamentável que o sistema jurídico de um país ainda admita esse tipo de absurdo. Fico pensando até quando conviveremos com nações que não respeitam direitos humanos básicos nem as prerrogativas mínimas dos operadores do direito. Sinto nojo ao saber que o Governo Brasileiro procura estreitar relações com um país como o Irã, interessado apenas em receber seu dinheiro sujo de sangue em troca de nossos produtos.
O mundo precisa de mais ética e moralidade, caso contrário perderemos todos os direitos fundamentais adquiridos com muita luta, perderemos nossas prerrogativas e nos tornaremos, mais uma vez na história, escravos de um Estado absolutista, governado por demagogos e paspalhos.

Manifestações imparciais e equidistantes

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Tenho visto manifestações públicas de magistrados relativas a prisões de juízes em outros países. Será que vão se manifestar agora em favor da advogada presa? Vamos esperar para ver.

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