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Mira do FBI

Redes de relacionamento ajudam a capturar criminosos

As redes sociais não servem apenas para relacionamentos dos internautas. O FBI e outras agências federais dos Estados Unidos encontraram outra finalidade para Facebook, Orkut e Twitter: investigações. Um memorando do departamento de justiça norte-americano recém-divulgado mostra que os conteúdos desses sites estão sendo usados para buscar informações, provas e testemunhas que possam ajudar a solucionar processos criminais, e até mesmo rastrear suspeitos. As informações são do G1.

De acordo com o jornal britânico Guardian, o documento revela que os agentes federais criam perfis falsos em diversos sites de relacionamento. São analisadas fotos, atualizações de status e lista de amigos, muitas vezes de acesso público. Com isso, é possível comparar os depoimentos prestados às autoridades com o que foi postado nos sites de relacionamento e checar a veracidade de álibis, por exemplo. As salas de bate-papo também são usadas pelas autoridades policiais para atrair suspeitos de pornografia infantil e predadores sexuais.  

O ex-procurador de segurança cibernética dos EUA, Marc Zwillinger, declarou que os investigadores federais devem manter seu disfarce tão bem feito em ações na internet quanto nas do mundo real. Mas, pondera que as regras precisam ser mais claras.

“Essa nova situação apresenta uma necessidade de supervisão cuidadosa para que a aplicação da lei não use redes sociais para interferir em algumas de nossas relações mais pessoais”, disse Zwillinger à Associated Press.

Um caso que ilustra essa nova estratégia dos agentes federais foi a captura de Maxi Sopo, procurado em Seattle sob acusação de fraude bancária, que estava foragido. A página do suspeito no Facebook era privada, ao contrário de sua lista de amigos, que era pública. Entre os amigos de Sopo, os agentes encontraram um ex-funcionário do Departamento de Justiça que não sabia que o amigo virtual era procurado nos EUA. Quando Sopo começou a postar mensagens sobre sua nova vida no México, o amigo on-line repassou as informações que permitiram que a polícia mexicana efetuasse a prisão do foragido, ocorrida em setembro do ano passado.

Revista Consultor Jurídico, 23 de março de 2010, 13h56

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