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Estratégia na advocacia

Advogados brasileiros dão curso de gestão em Angola

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O crescimento rápido da economia de Angola favoreceu todos os setores de base. Com isso, o país busca apoio de outras nações para melhorar o relacionamento com empresas estrangeiras e não perder espaço no mercado mundial. “Um grande canteiro de obras”, comenta o consultor Rodrigo Bertozzi ao apresentar o cenário atual na Angola. Nessa onde, ele e a consultora Lara Selem viajam na próxima semana para ministrar um curso sobre Gestão de Escritórios, Estratégia na Advocacia e Marketing Jurídico.

Através do convite do presidente da Comissão de Relações Internacionais da OAB, Cezar Britto e o presidente da Ordem dos Advogados de Angola, Manuel Inglês Pinto, os advogados brasileiros irão ajudar os angolanos a elevar o nível de eficiência no atendimento aos novos clientes. “Eles querem ter uma advocacia de alta competitividade”, explica Bertozzi. Para o curso já estão inscritos mais de 150 pessoas de vários países de língua portuguesa.

“O país está crescendo 13% ao ano, mais do que a China. Em consequência chegam muitas empresas do mundo todo. Você fica impressionado com as oportunidades e os advogados estão assustados", diz. Empresas como Odebrecht e Vale já estão atuando lá.

Independente desde 1975, Angola conta 700 advogados. Segundo Bertozzi, o momento é de modificação na forma de atuação, “os profissionais estão migrando de uma advocacia romântica para uma advocacia de ponta”. “É preciso estar pronto para essa competição, para melhorar o relacionamento com cliente e a recepção de negócios internacionais”.

De acordo com o consultor, os mercados mais aquecidos são os de infraestrutura e construção. E as áreas do Direito são a de contratos e a tributária. “As empresas estrangeiras não estavam encontrando escritórios com estrutura para fazer relatórios e boa política de relacionamento”, observa. Ansioso para o encontro Bertozzi diz: “Tudo se acelerou muito rapidamente no país. Vai ser muito interessante”.

Novos horizontes
O presidente da Comissão de Relações Internacionais da OAB, Cezar Britto afirma que outros cursos como este já estão marcados para outros paises de língua portuguesa. “Em julho o curso será em Cabo Verde, e em setembro, em Moçambique”, diz. Além de cursos, os escritórios brasileiros tem contribuido também em outras áreas, como a de elaboração de marcos regulatórios.

Britto lembra que, no ano passado, advogados de vários países de língua portuguesa vieram ao Brasil, com o apoio financeiro do Itamaraty. Estagiaram mais de 60 dias em escritórios. “O objetivo é estreitar relacionamentos”, garante Britto. O primeiro seminário aconteceu em Portugal, em abril deste ano.

“Britto informa que o intercambio não ocorre apenas com países africanos, mas também com a República Dominicana, Argentina, Honduras e Cuba. Foi firmado um convênio com a França para troca de experiências e aperfeiçoarmos de estrututura do Judiciário. Para Britto, “a OAB é uma das entidades mais respeitadas do mundo", o que facilita o relacionamento internacional.

“O Brasil tem uma posição muito importante entre esses países porque quando se relaciona sai na condição de irmão e não de explorador. O brasileiro trata as pessoas com igualdade e respeito, somos vistos como parceiros.” De acordo com Britto a OAB participa de várias entidades internacionais, o que é uma vantagem no momento em que os negócios da advocacia estão se internacionalizando.

 é repórter da Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 13 de junho de 2010, 7h45

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