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Conforto em banco

Lei municipal e estadual podem criar banheiros

Apesar de a União ser competente para regular o sistema financeiro, nada impede que lei municipal e estadual determinem instalação de banheiros e bebedouros para proporcionar conforto aos clientes. Esse foi o entendimento do Superior Tribunal de Justiça ao negar o pedido do Banco Citibank para que o auto de infração lavrado contra ele pelo Procon do Rio de Janeiro fosse anulado.

Em seu voto, a relatora, ministra Eliana Calmon, afirmou que, especificamente em relação à obrigatoriedade da instalação de bebedouros, sanitário e assentos nos estabelecimentos bancários, já é firmado na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, bem como na do STJ, que a matéria não é de competência legislativa privativa da União, Assim, pode ser prevista por legislação municipal ou estadual.

Segundo a ministra, a competência da União para regular o sistema financeiro não inibe os Estados e Municípios de legislar em prol dos usuários dos serviços bancários com o objetivo de lhes proporcionar mais segurança e conforto. “Não se trata de legislar sobre controle da moeda, política de câmbio, crédito, transferência de valores ou mesmo sobre a organização, funcionamento e atribuições das instituições financeiras, mas, tão somente, a respeito de regras direcionadas ao melhor atendimento do usuário/cliente”, afirmou.

De acordo com os autos, o banco foi autuado em razão da ausência de cartaz afixado com a escala de trabalho dos caixas, da quantidade mínima de assentos para atendimentos de clientes preferenciais e de banheiros e bebedouros na unidade.

Insatisfeito, o Citibank recorreu de decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que manteve o auto de infração. “O desatendimento ao comando da norma que estabelece alguns requisitos de conforto ao consumidor, nas agências bancárias, expressa o pressuposto de fato que impõe a prática do ato administrativo de polícia que, presente o motivo determinante e obedecida a gradação legal da pena aplicada, afigura-se válido e eficaz”, decidiu.

No STJ, o banco alega que a Lei Municipal 2.861/99 já foi declarada inconstitucional pelo TJ-RJ, de modo que não poderia embasar o auto de infração. Sustenta, ainda, que tanto a lei municipal quanto a estadual são inconstitucionais, porque interferem no funcionamento das instituições financeiras, matéria de exclusiva competência legislativa federal, além de violarem os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.

RMS 21.981

Revista Consultor Jurídico, 15 de julho de 2010, 11h22

Comentários de leitores

2 comentários

APESAR DOS PESARES A INCOMPETENCIA DO JUDICIARIO GRITANTE

Luiz Pereira Carlos (Técnico de Informática)

- Apesar de a União ser competente para regular o sistema financeiro...
- Apesarn de a União ser competente pra regular o pedagio...
- Apesar da lei Maria da Penha ser pra todas as mulheres...
APESAR DOS PESARES ESSE MODELO DE JUDICIARIO É ALGO REPUGNANTE!

OS VALORES INVERTIDOS POLITICAMENTE ACEITOS PELO JUDICIARIO

Luiz Pereira Carlos (Técnico de Informática)

Mais importante que banheiro é OBRIGAR as agencias bancarias ter espaço para o carro forte adentrar na agencia e descarregar e manipular o material transportado, sem colocar em risco o cidadão.
*
Obriguem ao Banco alugar uma loja ao lado da agencia ou criar condições para isso, o que não é justo é voce ir ao banco e ficar a merce de bala perdida por assaltos que possam ocorrer na descarga de dinheiro.
*
ONDE ESTA O MINISTERIO PUBLICO !?

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