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Queda do Airbus

Justiça francesa pede 100 depoimentos ao Brasil

A Justiça da França solicitou que o governo brasileiro tome o depoimento de pelo menos 100 pessoas que tiveram alguma relação com a queda do Airbus da Air France. O pedido é assinado pela juíza federal Sylvia Zimmerman, que atua na Suprema Corte francesa. Ela preside as investigações sobre as mortes no acidente da Air France, de acordo com informações da Folha de S. Paulo.

Os pilotos da TAM de um voo Paris-Rio, que avistaram focos luminosos a cerca de 1,3 mil km de Fernando de Noronha (PE), devem ser ouvidos pela Justiça Federal brasileira. O chefe da Air France no Rio e os responsáveis na cidade pela manutenção dos jatos também devem ser convocados a dar depoimento.

A juíza da Suprema Corte pediu ao Judiciário brasileiro que a polícia francesa acompanhe os depoimentos. Para que não haja dúvidas sobre os procedimentos, segundo a Folha, o governo brasileiro deve autorizar a participação dos policiais. Não há prazo estipulado para a coleta dos depoimentos, mas a juíza pediu urgência.

Revista Consultor Jurídico, 16 de junho de 2009, 20h40

Comentários de leitores

2 comentários

Justiça francesa, juizes de instrução e procrastinação.

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Obviamente, sem qualquer dúvida, não é uma juíza federal, que a França não tem. Será, certamente, uma juiza de instrução.
De qualquer forma, fatos são fatos e cem depoimentos para prova de um acidente que ocorreu em meio a uma travessia do Atlântico, em plena noite e em clima de tempestade, é certamente, uma brincadeira, destinada a procrastinar o deslinde!
Para quem já fez esse trajeto dezenas de vezes, passando pelas tormentas comuns, em determinadas épocas do ano, a compreensão é singela.
Por tudo, no entanto, que se tem, indícios e presunções já nos podem conduzir a uma conclusão muito simples: ALTERAR partes ou peças, cuja SUBSTITUIÇÃO fora solicitada há muitos meses pela empresa aérea que utilizava o avião, APÓS um acidente desse jaez, OU É CONFISSÃO de DEFEITO GRAVE ou é IRRESPONSABILIDADE MAIOR do fabricante!__ Porque se trocou DEPOIS, sem ainda ter se convencido, é um IRRESPONSÁVEL, porque trocou sem adequada avaliação; porque se trocou DEPOIS, já tendo se convencido de que devia trocar, é também IRRESPONSÁVEL, porque IGNOROU a ADVERTÊNCIA e preferiu correr o risco de matar.
Aliás, já notaram que a AIRBUS, tanto quanto no acidente da TAM, em São Paulo, quanto no recente, da AIR FRANCE, sempre MODIFICA o MANUAL ou ALGUMA INSTRUÇÃO DEPOIS do ACIDENTE ocorrido? __ A conclusão é sempre a mesma: 1) ou é irresponsável, porque troca por trocar, sem ter ainda avaliado a troca e sua necessidade; 2) ou é irresponsável, porque troca aquilo que DEVERIA TER SIDO trocado há muito tempo. E, nesse último caso, OU FOI OMISSA e cometeu FALTA GRAVE, OU NÃO TENDO SIDO OMISSA, EVITOU FAZER UM RECALL dos AVIÕES, o que é FALTA AINDA MAIS GRAVE!
Mas NÃO ME PARECE que isso se prova por CEM DEPOIMENTOS ORAIS!
Pelo que li em jornais do MUNDO há falha grave!

Juíza Federal?

Vladimir Aras (Procurador da República de 1ª. Instância)

A notícia da Folha, reproduzida pelo Conjur, contém um equívoco. A França não é uma federação. Logo não tem "juízes federais". Trata-se, pois, de uma juíza de instrução de um dos tribunais de grande instância de Paris (de competência comum).

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