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Pressão sindical

Trabalhadores têm um aliado na Presidência da República

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Parece fora de qualquer dúvida que o Governo do presidente Lula, comparativamente com gestões anteriores, vem mantendo uma relação mais respeitosa e mais ativa com o movimento sindical, particularmente com as centrais sindicais. O número de iniciativas governamentais por pressão sindical, assim como a participação da representação laboral nos órgãos colegiados onde seus interesses são objeto de análise, é ilustrativo do que se afirma.

Nestes primeiros cinco anos de mandato, pode-se mencionar 10 gestos do Governo para com o movimento sindical: I) retirada do Congresso do projeto de flexibilização da CLT; II) veto à Emenda 3 da Super Receita; III) aumento real do salário mínimo; IV) correção da tabela do imposto de renda; v) MP do comércio aos domingos; VI) projeto de reconhecimento das centrais sindicais; VII) envio ao Congresso das convenções 151 e 158 da OIT; VIII) decreto de participação sindical no Sistema “S”; IX) realização de concursos e reajuste salarial dos servidores; e X) compromisso de participação da representação dos trabalhadores nos conselhos das empresas estatais.

Esse elenco de iniciativas e compromissos governamentais, entretanto, não transforma o Governo Lula na “república sindicalista”, como costuma acusar os setores retrógados da sociedade. Se compararmos as bondades para com os salariados e as vantagens e garantias asseguradas ao setor empresarial, além de crédito subsidiado no BNDES e incentivos e renúncias fiscais, é capaz de os empresários terem levado mais. Só como ilustração o Governo apoiou a Lei de Falência e a Lei Geral da Pequena e Microempresas, editou a MP do Bem, desonerou as exportações, entre outras medidas relevantes.

E, para usar um jargão do presidente, “nunca na história deste país” as empresas e os bancos lucraram tanto. É justo que os trabalhadores, que sempre pagaram a conta, aproveitem o bom momento da economia e a presença de um aliado na Presidência da República para recuperar perdas acumuladas, além de avançar em novas conquistas, entre elas a redução da jornada de trabalho, sem redução de salário.




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 é jornalista, analista político e Diretor de Documentação do Diap - Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar.

Revista Consultor Jurídico, 13 de março de 2008, 11h01

Comentários de leitores

7 comentários

Concordo integralmente como jornalista Antônio,...

Fábio (Advogado Autônomo)

Concordo integralmente como jornalista Antônio, "os trabalhadores têm um aliado na Presidência da República", gostem ou não gostem os conservadores de plantão.

ha...ha...ha...a piada não tem graça.

Bira (Industrial)

ha...ha...ha...a piada não tem graça.

Meu prezado sr. Antonio Augusto. O sr. - como d...

Zerlottini (Outros)

Meu prezado sr. Antonio Augusto. O sr. - como diria o Stanislau Ponte Preta, o saudoso jornalista Sérgio Porto - está "partindo para o perigoso terreno da galhofa", ao afirmar um absurdo desses. O molusco só era aliado do trabalhador quando ele também era (será?) um trabalhador. Era líder sindical e, graças a isso, chegou aonde chegou - sem o mais mínimo merecimento. Hoje em dia, sr. Antonio Augusto, o molusco só apóia a si próprio e a sua família. Não abuse da nossa inteligência, escrevendo esse tipo de coisa. O brasileiro médio pode acreditar e votar nele, em 2014. Francisco Alexandre Zerlottini. BH/MG.

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