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Fiscais da lei

Promotores eleitorais irão orientar população sobre papel do MP

Os promotores do Ministério Público da Bahia, que também atuam como promotores eleitorais, devem começar este mês a fazer audiências públicas para orientar a população sobre o papel de fiscal das eleições municipais, marcadas para outubro deste ano. Os encontros devem reunir diversos segmentos da sociedade civil e enfatizar a necessidade da participação popular no combate à compra de votos, ao uso eleitoral da máquina administrativa, dentre outras irregularidades.

A recomendação foi feita no início deste mês mediante ato conjunto do procurador regional eleitoral, Cláudio Gusmão, membro do Ministério Público Federal que chefia o MP eleitoral no estado, e pelo chefe do MP-BA, o procurador-geral de Justiça Lidivaldo Britto.

Conforme a recomendação, os promotores de Justiça, no exercício das funções eleitorais, devem estimular a implantação dos comitês de prevenção e combate à corrupção eleitoral. A criação dos chamados comitês 9840, idealizados pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), deve ser feita formalmente, isto é, com personalidade jurídica, apenas uma coordenação e distribuição hierárquica dos membros.

Os promotores eleitorais devem, ainda, ministrar palestras em escolas, levando aos estudantes noções sobre legislação eleitoral, processo democrático e a Lei 9.840/99, que define o crime eleitoral de captação de sufrágio (compra de votos).

Revista Consultor Jurídico, 16 de junho de 2008, 17h05

Comentários de leitores

1 comentário

Acompanhei a criação de um comitê de prevenção ...

LUCIANO (Servidor)

Acompanhei a criação de um comitê de prevenção e combate a corrupção eleitoral, porém, os resultados foram desastrosos. No dia em que antecedeu a eleição para governador um membro do comitê, residente a 80 km da sede, percebeu que o prefeito estava com uma matança que gado bovino e distribuindo para seus correligionários, então ele se deslocou até a sede para informar o acontecido ao Promotor de Justiça, que por sua vez procurou a Delegada, e esta procurou a Juíza e assim, a carne foi distribuída, o cidadão cabisbaixo quase chorando retornou para sua casa. Ainda presenciei um outro cidadão chamando o membro de abastado, pense que alguém vai atrapalhar esse processo eleitoral, e quem manda aqui é o Prefeito, disse.

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