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Eleições problemáticas

Tribunal do Zimbábue nega divulgação de resultado das eleições

O Tribunal Superior de Justiça do Zimbábue negou, nesta segunda-feira (14/4), a possibilidade de a Comissão Eleitoral divulgar imediatamente o resultado das eleições presidenciais. O pleito aconteceu no dia 29 de março e até o momento a comissão — cujos membros são nomeados pelo presidente Robert Mugabe, no poder desde 1980 — não divulgou nenhum número. Os juízes não justificaram publicamente a decisão, segundo informações da agência EFE.

O pedido judicial foi apresentado no dia 6 de abril pelo Movimento para Mudança Democrática (MDC), principal partido da oposição. Ele conta com o apoio da comunidade internacional que pressiona a comissão pela divulgação dos resultados.

No entanto, o juiz Tendai Uchena, do Tribunal Superior, negou o pedido da oposição e anunciou que divulgaria posteriormente as razões. O oposicionista Morgan Tsvangirai afirma que venceu as eleições com 50,3% dos votos. Segundo ele, Mugabe recebeu 43,8% dos sufrágios.

O governo, que insiste que os dados devem ser divulgados assim que forem recontados, acredita que nenhum candidato obteve os votos suficientes vencer no primeiro turno. Após tomar conhecimento da decisão judicial, o MDC anunciou que recorreria à Corte Suprema.

A Comissão Eleitoral confirmou hoje que continuará a apuração de 23 das 207 seções eleitorais em virtude de uma série de irregularidades que os agentes eleitorais dizem ter encontrado.

A oposição acredita que o atraso serve para manipular os votos. Mugabe já foi acusado após as eleições presidenciais de 2002 e legislativas de 2005 de ter feito o mesmo. O MDC anunciou a convocação de uma greve geral a partir de terça-feira (15/4).

O país vive uma grave crise econômica. A taxa de desemprego é de 80% e a inflação é superior a 100.000%.

Revista Consultor Jurídico, 14 de abril de 2008, 18h32

Comentários de leitores

1 comentário

Não entendo porque esta notícia esta na CONJUR....

Jose Antonio Dias (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Não entendo porque esta notícia esta na CONJUR. O que nos interessa no Zimbabué. Quero que o Zimbabue desapareça do Universo, juntamente com seu ditador canibal Mugabe. O Zimbabue, país tribal, como a grande maioria dos paises africanos, ainda está na idade média e as cretinices que lá surgem não condizem com o que acontece nos paises desenvolvidos, mas, para eles, devido seu atrazo mental, são absolutamente normais. Portanto, esta notícia deveria estar em revista de humorismo ou algum almanaque de propaganda de laboratório farmaceutico. A CONJUR, apesar da bagunça da nossa justiça, que deve dar bom caldo jornalístico, deve estar com falta de matéria para veicular.

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