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Arrastão nos e-mails

Polícia Federal faz grampo digital através de provedor

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Grampear telefones celulares já não é mais suficiente para o êxito das operações da Polícia Federal. O acompanhamento dos passos dos suspeitos está acontecendo em diversas frentes. A escuta telefônica autorizada pela Justiça é apenas uma dessas opções. O grampo nos celulares ou telefones fixos tem mais visibilidade, porque os diálogos gravados atraem mais atenção no noticiário noturno da televisão.

Sem fazer ampla divulgação da sua estratégia de investigação no mundo digital, a PF recolhe sucessivos resultados positivos. Tudo o que entra e deixa as caixas postais de suspeitos de crimes, em território nacional, está sendo monitorado. Os provedores de internet são as principais fontes de informação dos policiais. Após receberem ordens judiciais, as empresas estão colaborando com o trabalho da PF. Não há ilegalidade à vista. Por determinação da Justiça, os provedores devem abrir as portas sem restrições para o esclarecimento de crimes diversos sem a necessidade de informar aos seus clientes, os alvos da investigação.

Quem estiver articulando uma negociata ou praticando crimes hediondos, como pedofilia, deve estar neste momento com o e-mail grampeado. Esse momento poderia ser batizado de Operação Arroba. Ao contrário da escuta telefônica, que pode ser detectada com a ajuda de uma varredura, o grampo do e-mail é mais difícil porque toda a operação é executada dentro do computador do provedor que gerencia as mensagens eletrônicas.

Dentro do provedor, o processo de escuta digital segue um roteiro simples. O pedido chega à mesa do diretor de tecnologia e, na mesma hora, ele determina a inclusão de uma nova rotina tecnológica no computador. No mesmo pedido de quebra do sigilo, a PF indica um e-mail para onde irão cópias de todas as mensagens recebidas e enviadas pelo suposto integrante da quadrilha do momento. “A PF chegou a um nível de sofisticação tecnológica que às vezes me surpreende”, afirma um executivo de um grande provedor.

 é jornalista, editor do site BITES e da W3 Geoinformação Editora

Revista Consultor Jurídico, 23 de junho de 2007, 0h00

Comentários de leitores

5 comentários

Dizem que ela existe pra ajudar, Dizem que el...

Rossi Vieira (Advogado Autônomo - Criminal)

Dizem que ela existe pra ajudar, Dizem que ela existe pra proteger, Eu sei que ela pode te parar, Eu sei que ela pode te prender, Polícia para quem precisa, Polícia para quem precisa de polícia Polícia para quem precisa, Polícia para quem precisa de polícia Dizem pra você obedecer, Dizem pra você responder, Dizem pra você cooperar, Dizem pra você respeitar, Polícia para quem precisa, Polícia para quem precisa de polícia Polícia para quem precisa, Polícia para quem precisa de polícia Titans Otavio Augusto Rossi Vieira, 40 Advogado Criminal em São Paulo

A propósito se fosse aluno usaria apenas a UNIC...

Ramiro. (Advogado Autônomo)

A propósito se fosse aluno usaria apenas a UNICAMP. Mas o meliante teve acesso também a PRODESP. Acessem a página do TJESP e do MPESP e vejam quem informatiza as instituições!! Eita meliante competente para apagar seus rastros. Se movimentasse várias contas no exterior não poderia ser identificado pelos mesmos motivos alegados pela Polícia Civil de São Paulo e pelo MPESP.

Faço formalmente, em espaço público, um desafi...

Ramiro. (Advogado Autônomo)

Faço formalmente, em espaço público, um desafio formal a Polícia Federal "republicana", tão engenhosa. Há algum tempo, o inquérito se arrasta quando saiu da DRCI-CENTRO da PCERJ e foi para o DEIC da PCESP, eu recebi dúzias e dúzias de e-mails ofensivos, ameaçadores, etc... Descobriram que a fonte de tais mensagens foram computadores da UNICAMP. Até hoje nem o Promotor de Justiça do MPESP e nem a Polícia Civil do Estado de São Paulo me deram quaisquer informações concretas. Informalmente, sem assumirem nada, a explicação é que foi usado um computador com acesso sem senha e livre para qualquer usuário. Depois o MPF que tanto êxtase causa ao Professor Armando do Prado ridicularizou uma denúncia minha de que computadores de universidades públicas seriam território livre para cometimento dos mais diferentes crimes cibernéticos. Ora pois Cabral e Caminhas, oh pá! Se não conseguem identificar um meliante que usa máquina da UNICAMP para mais de trinta ataques digitais, os IPs e registros completos das mensagens em mãos das autoridades, de que valerá essa investigação? A propósito, foram usados também terminais da PRODESP, que informatiza o Ministério Público e o Poder Judiciário de São Paulo, e informam, extra-oficialmente, que a desculpa da PRODESP é a mesma, impossível identificar o meliante pois foram usados computadores sem qualquer controle de usário. A Polícia Federal é legítima para atuar no caso pois aconteceu em mais de um Estado da Federação, envolvendo circunscrições de duas polícias estatuais e dois MPs, que parecem contentes com a desculpa esfarrapada de ser impossível descobrir o autor. UNICAMP já é grave, máquinas da PRODESP, mais grave ainda. Com essa competência investigativa, como não descobrem o autor? Está tudo registrado no MP do Rio, na Polícia de São Paulo. A única instituição que agiu rápido foi a Polícia Civil do Rio de Janeiro, DRCI-CENTRO, e teve de parar as investigações e remeter para São Paulo por questões de circunscrição. Estou até hoje esperando a justificativa para não identificarem o meliante dezenas de vezes reincidente.

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