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Débitos previdenciários

Suspenso processo de execução fiscal contra sucessora da Varig

O ministro do Superior Tribunal de Justiça, Ari Pargendler, concedeu liminar para suspender o processo de execução fiscal movido pelo INSS contra a sucessora da Varig, a VRG Linhas Aéreas. A ação tramita na 3ª Vara Federal de Execuções Fiscais do Rio de Janeiro. A liminar foi pedida pela VRG, que não concordou com sua inclusão como parte na ação de execução.

De acordo com o processo, a Varig deve mais de R$ 22 milhões em débitos previdenciários. O INSS pediu que a VRG também fosse responsável pelo pagamento da dívida, já que é sucessora da Varig.

Para se defender, a VRG alegou que não há qualquer relação que pudesse caracterizar a sucessão tributária. Também sustenta que, de acordo com o plano de recuperação judicial, aprovado em assembléia de credores, a Unidade Produtiva Varig teria ficado livre de sucessão de natureza tributária.

Outro argumento levantado pela VGR é o do de conflito de competência. Para a empresa, a questão deveria ser decidida pela 1ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, onde tramita o processo de recuperação judicial da Varig.

Ari Pargendler acolheu o pedido de liminar para suspender o trâmite da ação. O mérito do conflito de competência, que definirá a questão, deverá ser decidido pela 2ª Seção do STJ, que retoma os julgamentos no dia 8 de agosto.

A VRG Linhas Aéreas foi representada pelo advogado Cristiano Zanin Martins, do escritório Teixeira, Martins Advogados.

CC 87.211




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Revista Consultor Jurídico, 10 de julho de 2007, 16h44

Comentários de leitores

1 comentário

O país está perdido Estamos perdidos há muito ...

veritas (Outros)

O país está perdido Estamos perdidos há muito tempo... O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada. Os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direção a conveniência. Não há principio que seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos . Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O Estado é considerado na sua ação fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz- se por toda parte , o país está perdido! Eça de Queiroz (1845-1900)

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