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Banidos da pista

Fokker e Boeings não poderão pousar em aeroporto paulista

Os aviões Fokker 100 e Boeings 737-800 e 737-700 não poderão mais pousar no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, a partir da meia noite de quinta-feira (8/2). As informações são do repórter Jéferson Ribeiro e foram publicadas no site Terra.

A decisão foi tomada pelo juiz Ronald de Carvalho Filho, da 22ª Vara Cível Federal de São Paulo, que negou o pedido do Ministério Público Federal de fechar a pista principal do aeroporto por causa do risco de derrapagens em dias de chuva, mas determinou a suspensão da operação das aeronaves para evitar novos acidentes.

O juiz pediu ainda informações adicionais sobre o funcionamento dos Boeing 737-400 e pode também determinar o cancelamento de suas operações no maior aeroporto do país.

A decisão de proibir as operações das aeronaves surpreendeu o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, que não entendeu o porquê do cancelamento da operação dos Fokker 100, por exemplo. Segundo ele, são aviões leves e que pousam em pistas com piores condições que a de Congonhas, nos aeroportos do interior do país. Ele já esperava, por exemplo, o cancelamento das operações dos Boeings 737-800, que pesam 40 toneladas e correriam mais riscos ao operar na pista danificada do aeroporto paulista, mas não pensava que outros Boeings, de menor porte, e Fokkers fossem impedidos de voar em Congonhas.

"Isso significa um caos. Estou preocupado com a imagem que a aviação brasileira terá lá fora. Não tenho idéia de por que o juiz tomou essa decisão, pois os documentos não estão na minha mão. Mas os advogados da empresa me informaram do conteúdo delas. Os detalhes vou saber amanhã", disse Pereira.

O brigadeiro disse ainda que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Infraero só recorrerão da decisão depois de se reunirem com o ministro da Defesa, Valdir Pires. Segundo ele, pelo menos uma empresa pode ter suas operações completamente afetadas pela decisão.

"A Ocean Air vai ser duramente afetada. Pode até sair do mercado, porque ela só opera com Fokker 100 e a maior parte de seu vôos está concentrada em Congonhas", afirmou.

Nenhum dos aviões de maior porte da TAM, os Airbus, foram afetados pela medida, apesar de serem de porte semelhante aos aviões proibidos.

Revista Consultor Jurídico, 5 de fevereiro de 2007, 21h12

Comentários de leitores

7 comentários

Concordo, Felipe Boaventura O juiz bem que p...

Band (Médico)

Concordo, Felipe Boaventura O juiz bem que podia ir para o DNER para prevenir as derrapagens e acidentes de carro! Decretava, "fica proibida a derrapagem de pneus de hoje em diante, os pneus que assim fizerem, serão encarcerados sob os rigores da lei"! Juiz tem cada uma. Não época do afundamento da P36 um juiz decretou que a Petrobrás parasse uma fortuna por dia até que os corpos fossem retirados do fundo do mar. Quando nem mesmo tecnologia para isto, nesta profundidade, existe no mundo! É o que ocorre quando pessoas investidas de autoridade tomam decisões impunemente!

Com todo o respeito à instituição do MPF, propo...

Felipe Morais (Bacharel)

Com todo o respeito à instituição do MPF, propor a interdição da pista principal de um dos maiores aeroportos (se não o maior) do país é ser, antes de tudo, inconseqüente, quiçá, irresponsável. Será que os nobres Procuradores da República não perceberam o impacto que tal medida poderia causar, tanto para as empresas quanto para os já maltratados passageiros aéreos? Antes tivessem exigido a adequação da pista às condições de segurança e estipulado um prazo para a administração do aeroporto cumprir a determinação judicial. Muito mais razoável, na minha humilde opinião. E pior! o Exmo. Doutor Juiz Federal foi na onda...

Ficou bom para a TAM, que opera com Airbus. Ess...

Alexandre Rocha (Jornalista)

Ficou bom para a TAM, que opera com Airbus. Essa juiz tem a cabeça meio aérea eu diria.

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