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Invasão da USP

Estudantes de Direito da USP destituem presidente do XI de Agosto

Os estudantes da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no Largo São Francisco, decidiram na tarde desta sexta-feira (31/8), destituir Ricardo Leite Ribeiro, vulgo Sapeca, do cargo de presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto, o mais tradicional do país.

Ribeiro, no entanto, afirma que a decisão não tem valor, já que teria havido irregularidades na assembléia que adotou a medida. Ele denuncia a suposta destituição como um ato "político". A informação é da Agência Estado.

O impeachment deu-se nove dias após a manifestação do movimento Jornada Nacional de Lutas pela Educação, que ocupou o pátio da faculdade e foi expulso pela polícia durante a madrugada.

Em assembléia realizada em dois turnos, entre quinta-feira à noite e esta sexta, 525 alunos votaram a favor do afastamento e 171 contra. O motivo da revolta foi o fato de Sapeca não ter consultado os alunos antes de ceder o espaço e organizar o ato em conjunto com movimentos sociais como MST, UNE e Educafro.

O protesto do dia 23 de agosto foi o estopim de uma crise política interna que viviam os estudantes da São Francisco. Facções de oposição à Frente de Esquerda, que hoje comanda o CA, aproveitaram a repercussão negativa da invasão e se organizaram para diminuir o poder dos governistas. As eleições do centro acadêmico serão realizadas daqui a um mês e meio.

Segundo Renato Galleotti Santana, do grupo Escória, a presidência do centro acadêmico teve postura autoritária no episódio. "Por isso convocamos assembléia geral de alunos."

Segundo o estatuto do XI de Agosto, os votos têm validade se vierem de pelo menos 20% dos membros. Os organizadores da assembléia afirmam que 30% votaram.

Revista Consultor Jurídico, 31 de agosto de 2007, 20h04

Comentários de leitores

10 comentários

Parabéns aos alunos, deste ex-aluno. Sobre a i...

Plinio Gustavo Prado Garcia (Advogado Sócio de Escritório - Tributária)

Parabéns aos alunos, deste ex-aluno. Sobre a invasão, tive oportunidade de escrever o seguinte: Prezados, Para mim, não se pode dizer "social" um movimento (seja qual o nome que se lhe dê) que deixa de respeitar o Estado de Direito. Movimento que promova invasões, desrespeito à autoridade, apropriação de bens privados e a discórdia no meio social. Movimento que semeie a dissensão social em vez de buscar a harmonia no seio da sociedade. Movimento que utiliza o povo, a gente simples, como massa de manobra, seja com que propósito for. O Estado Democrático de Direito não é nem pode ser suicida. A baderna não condiz com a ordem social. Reivindicar direitos é uma coisa. Praticar abusos na reivindicação é outra. Invadir é abusar. Destruir é abusar. Manter -se nos lugares invadidos é abusar. Utilizar -se de crianças como escudos nas invasões é, ademais, crime que se junta ao ato criminoso de invadir. Democracia não é nem pode ser baderna. Democracia não é sinônimo de auto -aniquilação. Pluralismo político não é autorização para o desrespeito aos direitos individuais e coletivos. O movimento dos "cansados" não produziu baderna alguma. Não invadiu lugar algum. Não destruiu bem algum, seja privado, seja público. Qual a atitude desses outros "movimentos sociais". É pacífica? Precisamos ao menos de um pouco de honestidade intelectual para distinguir uma coisa da outra e, conseqüentemente, rejeitar os atos contrários ao Estado Democrático de Direito. Por melhores que possam ser as intenções de seus agentes, isso não lhes dá o direito de produzir atos de perturbação da ordem pública. Reclamar direitos é uma coisa. Outra é pretender impor direitos com desrespeito aos direitos de outrem. Quem respeita a ordem social, nada deve ter a temer. Inversamente, quem promove a baderna há de suportar as conseqüências de seus atos. No caso das Arcadas, não nos esqueçamos da quebra da ordem interna. Ou não deveria haver um clima de ordem em respeito a quem ali trabalha e a quem ali estuda? Certamente, não teria ocorrido caso algum de polícia se essa intromissão não houvesse ocorrido. Por que os manifestantes não ficaram diante da Faculdade, no Largo de São Francisco, alardeando suas reivindicações? Ninguém os impediria de fazer isso, já que simples manifestação, sem violência, condiz com o Estado de Direito. Por que deveria o Diretor da Faculdade aceitar a quebra da ordem interna, da ocupação de suas instalações. Não estaria ele, se inerte houvesse ficado, faltando com seu dever funcional? Já tenho idade suficiente para não me deixar levar pelo canto da sereia. Pelas palavras de ordem deste ou daquele movimento dito social. Pelos que consideram a democracia apenas um meio para implantar regimes nada democráticos. Deixemos, portanto, de lado a ingenuidade. Tenhamos discernimento. Tenhamos honestidade intelectual. Deixemos de ser "companheiros de viagem", a menos que essa viagem nos conduza à valorização dos sentimentos de liberdade, pluralidade, auto - respeito, respeito ao próximo, progresso individual e progresso social. A discórdia nada constrói. Plínio Gustavo Prado Garcia plínio@ pradogarcia.com.br Ex-aluno das Arcadas, Turma de 1962

Quá, quá, quá, quá, quá! Já pensou se a mo...

Richard Smith (Consultor)

Quá, quá, quá, quá, quá! Já pensou se a moda pega? A expulsão dos canalhas esquerdizóides de todos os lugares nos quais eles persistentemente se infiltraram ao longo de anos e anos?! Ah, que maravilha!

PS: sou advogado. Esse cadastro está errado.

Cláudio Castello de Campos Pereira (Advogado Autônomo)

PS: sou advogado. Esse cadastro está errado.

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