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Eco do mensalão

Supremo nega que pressão da imprensa interferiu no mensalão

A presidência do Supremo Tribunal Federal divulgou nota oficial para afirmar que “não permite nem tolera que pressões externas interfiram em suas decisões”. Sem citar o motivo da nota, o tribunal reafirma a independência e transparência de seus julgamentos. “Os fatos, sobretudo os mais recentes, falam por si e dispensam maiores explicações”, finaliza a nota.

O STF divulgou a mensagem porque, nesta quinta-feira (30/8), o jornal Folha de S. Paulo publicou reportagem em que a repórter Vera Magalhães ouviu conversa telefônica do ministro Ricardo Lewandowski dizendo que a “imprensa acuou o Supremo” e que “todo mundo votou com a faca no pescoço” no julgamento do mensalão. O julgamento acabou na terça-feira.

O ministro disse que “a tendência era amaciar para o Dirceu”. O ex-ministro e deputado cassado José Dirceu se tornou réu pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa no caso do mensalão.

Outros ministros

Na entrada do Supremo, os ministros Carlos Ayres Britto e Gilmar Mendes negaram para jornalistas que julgaram o Inquérito 2.245 com a “faca no pescoço”.

“Está para nascer quem coloque uma faca no meu pescoço para decidir, está perdendo tempo, não me senti acuado e muito menos com a faca no pescoço”, disse Ayres Britto.

De forma semelhante reagiu Gilmar Mendes. “Pôxa vida, o que é isso?”, questionou o ministro sobre julgar com a faca no pescoço. “Uma característica forte deste tribunal é essa: não ceder a pressão. É da tradição republicana", completou.

Os ministros também reagiram às declarações de José Dirceu que colocou sob suspeita o resultado do julgamento.

Ayres Britto garantiu que o julgamento foi “rigorosamente técnico”. “Não há suspeição alguma. Todos nós decidimos com toda a tranqüilidade. Foram votos eminentemente técnicos, juridicamente fundamentados. Está tudo aí documentado”, declarou.

“Em hipótese alguma. Isto foi analisado no detalhe”, disse Gilmar Mendes, ressaltando que as decisões dos ministros tiveram fundamentos técnicos.

“Claro que depois, para efeito de julgamento definitivo, podemos chegar a um outro juízo. Quantas pessoas foram absolvidas, foram retiradas as imputações porque a denúncia não era suficientemente precisa em relação a participação delas”, indagou Gilmar Mendes.

Leia a nota divulgada:

Nota Oficial

O Supremo Tribunal Federal – que não permite nem tolera que pressões externas interfiram em suas decisões – vem reafirmar o que testemunham sua longa história e a opinião pública nacional, que são a dignidade da Corte, a honorabilidade de seus Ministros e a absoluta independência e transparência dos seus julgamentos. Os fatos, sobretudo os mais recentes, falam por si e dispensam maiores explicações.

Brasília, 30 de agosto de 2007

Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF)

Ministra Ellen Gracie

Revista Consultor Jurídico, 30 de agosto de 2007, 17h23

Comentários de leitores

8 comentários

O Supremo é !imune" à pressões externas, mas em...

mario (Consultor)

O Supremo é !imune" à pressões externas, mas em 1998, na ADI 1668 que colocou sub-judice até os dias de hoje a telefonia "privatizada,mereceu tratamento no mínimo desconfiável por parte do supremo, ou seja; (sómente em 2004 publicou-se liminar "deferida em parte", e, mentindo no site, o STF divulga(liminar indeferida). Teria havido pressão externa ? No episódio das privatizações só aconteceram lavagem de dinheiro, desvios de dinheiro público, falsificação de documentos etc.. até hoje a telefonia é (privatizada) e a gang continua "financiando" membros do Judiciário, do executivo e do legislativo, motivo das nossas tarifas serem mais caras que nos lugares onde não existem tais (despesas), oneradoras do preço de tarifas telefonicas (CONCESSÕES PÚBLICAS)... sem mais mario oliveira

.. "O STF – que não permite nem tolera que pre...

futuka (Consultor)

.. "O STF – que não permite nem tolera que pressões externas interfiram em suas decisões - vem reafirmar o que testemunham sua longa história e.." Nunca ouvi dizer que um repórter tivesse chegado tão perto e sem papel higiênico..então posso crer que a longa história mudou seu curso, ou não! Depois do que foi exibido pela "dona" mídia fica difícil de entender os recentes fatos(?). Afinal, captar meias verdades e transformá-las em fatos notórios vende bem e agrada aos maledicentes nos dias atuais e nem que para isso seja destruída a honra de qualqueira em segundos. Portanto agir temerosamente contra todo esse poder e principalmente o homem público nesta ação não há nenhuma covardia, em minha opinião. No mano a mano seria bem diferente, não!Os tempos são outros

Nunca ninguém pode imaginar que houve pressão n...

morja (Advogado Autônomo)

Nunca ninguém pode imaginar que houve pressão no julgamento do mensalão. Estamos vendo pressão sim no Congresso Nacional para livrar pessoas indecentes que não merecem ocupar uma cadeira nas duas casas do parlamento brasileiro. Como que desses ninguém ouve falar em pressão o povo quer realmente saber quem está lá defendo o Brasil e seu povo ou defendendo os maus brasileiros que se valem de cargos públicos no caso do senado e da câmara federal em detrimento próprio, o voto tem que ser aberto. Temos o direito de exigir mudança na Carta para que isso aconteça e o povo tenha conhecimento de quem é realmente brasileiro nas duas casas. Bem como os Ministros deram seu voto aberto os senadores e deputados em qualquer instância têm que dar seus votos abertos.

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