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Advocacia terceirizada

Escritório e jurídico da empresa têm de falar a mesma língua

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Na hora de terceirizar os serviços de advocacia, as empresas procuram parceiros, mais do que advogados que resolvam tudo. Quem dá a dica é o gerente jurídico do Icatu Holding, José Alvarenga Neto, que fechou o Seminário Estratégias de Crescimento Sustentável para Escritórios de Advocacia, na sexta-feira (17/8), no Rio de Janeiro.

Segundo José Alvarenga, o principal critério para escolher o escritório terceirizado é a qualidade técnica dos profissionais em determinada área. “É o critério predominante em 80% dos casos”, afirma. Outro fator levado em conta é a estrutura do escritório, já que há causas em que pode haver desdobramentos. Além disso, é observada a experiência do profissional em situações semelhantes, com outros clientes, e a presença de advogados em outras regiões.

A comunicação entre os advogados de dentro da empresa e os terceirizados deve estar afinada. “Nem sempre a empresa quer brigar em uma ação e, por isso, a conversa é imprescindível”, afirmou Alvarenga. Segundo ele, é preciso evitar que o advogado terceirizado trate os colegas do departamento jurídico da empresa com desdém, como acontece algumas vezes.

José Alvarenga afirma que o atendimento do escritório à empresa deve ser personalizado. Ele destaca a importância de o escritório estabelecer um “advogado-chave”, que sempre sabe o que acontece e está pronto para atender, mesmo não atuando diretamente na causa. Outro destaque é à comunicação. Com o departamento jurídico, a linguagem pode ser mais técnica. Mas, às vezes, a informação precisa ser repassada imediatamente para outras áreas. A capacidade de se expressar em relatórios com uma linguagem menos específica é valorizada, segundo o gerente jurídico do grupo Icatu.

De acordo com José Alvarenga, as empresas dificilmente concentram as ações em um escritório. A tendência é dispersar as contratações para incentivar a concorrência. Através do desempenho do escritório, pode-se diminuir ou aumentar o número de ações. “Não preocupe se a empresa colocar ações, ainda que do mesmo assunto, nas mãos de mais de um escritório”, diz.

O advogado lembra que nem sempre as grandes bancas são as que prevalecerão na escolha das empresas. Dos cerca de 35 escritórios que trabalham com o Icatu Holding, seis possuem até dois sócios apenas. O espaço é aberto devido à dedicação do advogado, que cuidará, pessoalmente, de quase todas as etapas do processo, evitando “ruídos” no meio do caminho.

 é correspondente da Consultor Jurídico no Rio de Janeiro.

Revista Consultor Jurídico, 20 de agosto de 2007, 11h40

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