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Crime na advocacia

Advogado é assassinado na região de Sorocaba, em São Paulo

O advogado Laércio Pires de Camargo Júnior, 37 anos, foi assassinado na manhã desta quarta-feira (8/8), em seu escritório, na cidade de Araçoiaba da Serra, região de Sorocaba, em São Paulo. Ele foi morto com vários tiros disparados por um homem desconhecido. Os tiros atingiram o peito e o braço do advogado. Ele chegou a ser socorrido com vida, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo o presidente da OAB de Sorocaba, Antônio Carlos Delgado Lopes, a Polícia ainda não tem informações sobre a autoria ou o motivo do crime. “Sabe-se apenas que o autor dos disparos era moreno e fugiu em um carro modelo Brasília, ainda não localizado”.

“É inaceitável que mais um colega seja vítima da violência em seu próprio escritório. Estamos entrando em contato com a família para nos solidarizarmos neste momento de dor e com a Secretaria de Segurança Pública para exigir rapidez na apuração deste crime e na punição dos culpados”, afirmou o presidente da OAB paulista, Luiz Flávio Borges D´Urso D´Urso.

Antecedentes na Advocacia

Este não é o primeiro caso de assassinato no Judiciário brasileiro. Em 2004, nove advogados foram assassinados em São Paulo. José Henrique de Lima, em janeiro; Maria Luiza Machado, em fevereiro; Silvana Barbosa de Carvalho e Walter de Carvalho, em maio; Dorgival Rodrigues dos Santos e Ivan Rosa Ruiz, em junho; Claudio Delmolin Oliveira, em julho e Rogério Tadeu de Carvalho e Cézar Augusto Galvão, agosto.

No ano seguinte, o advogado trabalhista Izaias Francisco Barbosa, de 48 anos, foi assassinado quando deixava seu escritório no bairro do Brás. Ele foi morto com vários tiros disparados por dois homens em uma moto.

Para a OAB, tudo leva a crer que o motivo das mortes está ligado ao exercício da profissão. A OAB-SP formou a Comissão Especial de Acompanhamento de Inquéritos dos Advogados Assassinados, com o objetivo de colaborar na solução dos crimes.

Revista Consultor Jurídico, 8 de agosto de 2007, 16h48

Comentários de leitores

12 comentários

Para aqueles colegas que estão ávidos por ter u...

lu (Estudante de Direito)

Para aqueles colegas que estão ávidos por ter uma arma para se defender, pergunto: Será que vocês conseguirão mesmo sacar alguma arma para reagir,por exemplo (que Deus os livre dessa tragédia!) num momento de distração? Será que conseguirão perceber a intenção dos bandidos, quando estiverem pensando em outro assunto fora dessa paranóia? E se forem, de surpresa, atacados pelas costas na saída do escritório por motoqueiros matadores, como já ocorreu com outras pessoas? Por acaso vão ficar com uma arma sobre a mesa do escritório? Quando pensarem em reagir ..já era... Os bandidos geralmente são sempre mais rápidos, mais malandros. Por isso são bandidos! A vida não é filme de bang- bang! Não vai adiantar nada ter arma! È melhor rezar e pedir proteção a Deus e ao anjo da guarda!

Cade a isonomia de hierarquia entre o Juiz , o...

Zé Mário (Advogado Autônomo - Administrativa)

Cade a isonomia de hierarquia entre o Juiz , o Promotor e o Advogado? o Advogado não tem porte de arma por que?

Será que o assassino utilizou uma arma devidame...

Sergio Mantovani (Advogado Associado a Escritório)

Será que o assassino utilizou uma arma devidamente registrada? Sou a favor da liberação do porte de arma para os advogados para, no mínimo, poderem se defender. Várias foram as mortes relacionadas ao exercício da profissão.

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