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Advogados no crime

OAB julga novamente advogados acusados de ligação com o PCC

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Os advogados Eduardo Diamante e Valéria Dammous, acusados de envolvimento com o grupo criminoso PCC — Primeiro Comando da Capital, devem ser julgados novamente pelo Tribunal de Ética da OAB. A 3ª Câmara do Conselho Seccional de São Paulo da OAB anulou a suspensão da inscrição dos advogados por entender que houve cerceamento de defesa. Os advogados alegaram que não foram ouvidos no processo disciplinar.

A 12ª Turma Disciplinar do TED — Tribunal de Ética de São Paulo (Presidente Prudente) havia suspendido preventivamente o registro dos advogados, por unanimidade. O TED entendeu que a repercussão do caso justificaria a suspensão.

Eduardo Diamante é acusado de levar telefones celulares para clientes em presídios. A advogada Valéria Dammous é acusada de intermediar as rebeliões lideradas pelo PCC no estado de São Paulo e de sugerir a destruição das penitenciárias federais ainda em construção.

Histórico

Os dois advogados foram presos em Presidente Prudente, interior de São Paulo, junto com a advogada Libânia Catarina Fernandes Costa, também acusada de manter ligação com o PCC.

As prisões temporárias foram decretadas para facilitar as investigações do Gaeco — Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado das cidades de São Paulo e Presidente Prudente e do Ministério Público. Segundo esses órgãos, há provas de que os advogados passaram a servir como elo entre os líderes da facção na distribuição de ordens dentro e fora dos presídios. Libânia Catarina Fernandes Costa também responde a processo disciplinar no Tribunal de Ética da OAB.

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 é repórter do jornal DCI.

Revista Consultor Jurídico, 17 de outubro de 2006, 21h45

Comentários de leitores

1 comentário

Realmente o Tribunal de ética da OAB/SP é uma f...

Serweslei (Advogado Autônomo)

Realmente o Tribunal de ética da OAB/SP é uma farsa. Usa dois pesos e duas medidas, pois no meu caso fui suspenso por 90 dias, e em minha defesa, meu procurador alegou a mesma tese, ou seja, também não fui ouvido como preceitua a lei. Ademais, foram juntadas provas novas, como o depoimento à CPI do delegado que investiga o crime organizado em São Paulo, Dr. Rui do Deic, onde o mesmo declara que não há sequer indícios de que eu tenha alguma ligação com o crime organizado. O presidente do Tribunal de ética, Braz Martins, mesmo tendo conhecimento destes documentos, já que os recebeu e despachou no recurso, covardemente silenciou e deixou a imprensa continuar me enxovalhando. Sequer foi oferecida denúncia pelo MPF no meu caso, e a instituição que tanto prezo (ou prezava) ficou o tempo todo em cima do muro, não movendo um dedo para me defender. Sendo assim, só me restará entrar na justiça contra todos os que me injuriaram, tais como deputados, câmara, OAB, mídia, etc. Sinto-me envergonhado em ver como a classe dos criminalistas está exposta e jogada às feras.

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