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Morte do coronel

Justiça paulista aceita denúncia contra Carla Cepollina

Carla Cepollina será julgada pela morte do coronel Ubiratan Guimarães. O juiz Alberto Anderson Filho, presidente do 1º Tribunal do Júri de São Paulo, aceitou, nesta terça-feira (21/11), a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra Carla.

O coronel foi morto no dia 10 de setembro no seu apartamento nos Jardins, bairro nobre da capital de São Paulo.

“A denúncia está formalmente em ordem e por isso deve ser recebida para que, em regular instrução do processo, o titular da ação penal (MP) possa demonstrar os fatos por ele alegados e confrontadas outras provas, intimando-se a ré para exibir passaporte estrangeiro que possua, o qual ficará depositado em juízo”, disse o juiz Anderson Filho.

Carla Cepollina deverá ser interrogada no dia 5 de fevereiro de 2007, às 14h30.

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Revista Consultor Jurídico, 21 de novembro de 2006, 21h20

Comentários de leitores

1 comentário

Bom-dia! Pelos meus conhecimentos em process...

Neli (Procurador do Município)

Bom-dia! Pelos meus conhecimentos em processo penal a dúvida,ainda que absurda,como no caso desse crime, é decidida em favor da sociedade. Gostaria de tecer,todavia, alguns comentários a esse respeito; 1-Pelo que se lê na Imprensa a Dra. Carla foi ouvida por mais de trinta horas perante delegados e membros do MP,dai se tiram uma única conclusão:ela é inocente...pois nenhum ser humano consegue depor por tantas horas,perante profissionais de altíssimo gabarito como é a Polícia Civil e não cai em contradições ou confessa! Até por cansaço a pessoa acaba confessando,principalmente uma pessoa de boa índole.Se,em tese,o crime teria sido cometido por motivos passionais,mais ainda o acusado confessa. E,ao que tudo indica,em seus depoimentos,não existem contradições! 2-o oferecimento da denúncia,pelo MP,perante entrevista coletiva! Isso foi de estarrecer,pq o MP,com isso,estaá fazendo um prejulgamento da acusada,quando ela for à Júri(pelo recebimento da denúncia,ao que tudo indica,poderá ir),haverá um conhecimento prévio da matéria pelos jurados(fui jurada durante muito tempo),então qual é a isenção que os jurados terão nesse julgamento(e em outros que as autoridades fazem estardalhaços pela Mídia?). É de ser apontado que naquele crime que envolveu um jornalista,todos se calaram: mídia,mp,policiais,etc e ele teve um julgamento justo. 3- hoje em dia,parece-me que foi repristinado o tempo das Ordálias! O MP ,à míngua de provas contra o acusado,vai para a Mídia que noticia e o público,conforme o ênfase dos locutores,fazem o prévio julgamento,transformando-se o Poder Judiciário(já que as Ordálias do Século XXI não atuam só nos crimes sujeiros à Júri),num mero coadjuvante... As notícias são importantes,mas o Estado de Direito sendo quebrado diuturnamente por denúncias via entrevista coletiva não pode perdurar. Urge-se restabelecer a ordem no Estado de Direito deixando ao Poder Judiciário,no "due process of law" fazer o julgamento e não o povo pelas notícias veiculadas na Mídia.

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