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Caminho do Supremo

Servidores da Justiça Federal em greve fazem passeata ao STF

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Munidos de faixas, apitos e cartazes, mais de 800 servidores do Poder Judiciário estão em passeata nesta quinta-feira (4/5) a caminho do Supremo Tribunal Federal. A reivindicação: a aprovação do Projeto de Lei 5.845/05 de Cargos e Salários da Justiça Federal.

A categoria decidiu pela greve e pela manifestação porque o texto do projeto de lei não foi colocado na pauta da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados desta quarta-feira (3/5) e sua votação foi transferida para a próxima quarta. A proposta reajusta em até 50% os salários dos servidores judiciais e já foi motivo de duas paralisações desde novembro.

Um carro de som ecoa o grito de guerra “servidores na rua, a greve continua”. Os manifestantes já tomaram quase toda a esplanada dos ministérios e estão a caminho do Supremo Tribunal Federal. A Polícia está no local para orientar o trânsito.

Dentre os manifestantes estão servidores do Tribunal Superior Eleitoral, do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça, do Tribunal Superior do Trabalho, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região e do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

O Sindjus — Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e Ministério Público da União promete trabalhar pelo aumento da adesão dos funcionários na próxima semana com a realização de piquetes nas portas dos tribunais.

Nesta quarta-feira (3/5), a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Ellen Gracie, esteve na Câmara dos Deputados para pedir, entre outras coisas, a agilização na votação do projeto de cargos e salários. Na semana passada, o presidente do STJ, ministro Raphael de Barros Monteiro Filho, também iniciou contatos com membros da Câmara dos Deputados pedindo urgência na tramitação do PL 5.845/2005.

Segundo o presidente do Sindijus, Roberto Policarpo, a paralisação deve durar até a quarta-feira da próxima semana, para quando ficou prometida a apreciação do projeto de lei.

Policarpo frisou que a movimentação de servidores pela paralisação já é elevada e deve crescer ainda mais até o final da semana. Ele esteve reunido nesta tarde com a presidente do Supremo que reafirmou seu apoio ao projeto de lei. Amanhã os grevistas devem fazer manifestação em frente ao TST e ao STJ.

 é correspondente da Revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 4 de maio de 2006, 17h28

Comentários de leitores

1 comentário

Que afirmação estapafúrdia! Com certeza V. Sa. ...

Rafael Leite (Assessor Técnico)

Que afirmação estapafúrdia! Com certeza V. Sa. nunca necessitou recorrer ao judiciário, não deve sequer ter posto pé em um juizado federal! Duvido muito que essa sua visão mesquinha e parca persistisse caso necessitasse dos préstimos da JF, com certeza gritaria aos sete ventos que há poucos funcionários e que eles precisam ter sua carreira valorizada, e de maneira alguma reconheceria que a sua causa possui qualquer semelhança com a de seu vizinho, espernearia e exigiria que seu caso fosse apreciado conforme a suas condições pessoais, sua necessidade premente, e tudo mais que pudesse ser levantado para indicar a sua singularidade. Como V. Sa. é com certeza estranho ao universo jurídico esclareço que em cada processo, além de uma pretensão, há uma vida que será inevitavelmente alterada pela decisão nele proferida, não são contas com valores que você aplica índices e taxas de forma objetiva. Na JF, ao contrário do BB, busca-se não o lucro, mas sim prestar da melhor forma a atividade jurisdicional e para tanto há de se reconhecer o valor das pessoas que lá trabalham, dando-lhes incentivos e perspectiva de crescimento. A título de esclarecimento informo que a Justiça Federal é informatizada, implementa constantes medidas para renovação de seus equipamentos, atualização de servidores e utilização de novas tecnologias, possuindo sistemas de controle processuais atuais, inclusive consolidando uma das primeiras experiências de juizados e processos virtuais de abrangência em todo o território nacional.

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