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Para o alto

Varig é vendida para a VarigLog em leilão no Rio

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Num pregão sem expectativas, a VarigLog arrematou, no Rio de Janeiro, a Varig S/A, por R$ 52,3 milhões. Momentos antes do leilão, uma segunda interessada na companhia aérea, a Cooperdata, foi desclassificada porque não cumpriu as exigências necessárias para participar do negócio. Ou seja, o depósito mínimo de US$ 24 milhões e apresentação de uma carta de fiança bancária de US$ 75 milhões.

Antes da oferta, o leiloeiro Carlos Alberto Barros leu ponto a ponto as obrigações do arrematante. Entre elas, manter os compromissos com os seis milhões de usuários e passagens do programa de milhagem Smiles, no valor estimado de R$ 70 milhões.

A VarigLog vai iniciar a primeira fase de reestruturação da Varig com no máximo dois mil funcionários e 13 aviões. Pelo menos oito mil pessoas serão demitidas. A empresa que foi a leilão terá concessão de toda rota nacional e internacional da antiga Varig.

A arrematante terá que depositar o valor nas próximas 48 horas, na conta-corrente da Varig. A ex-subsidiária encerrou nesta quinta-feira o aporte de US$ 20 milhões na empresa, desembolso feito gradualmente desde o último dia 26 de junho. O dinheiro foi fundamental para manter a Varig no ar nas últimas semanas.

A VarigLog arrematou a Varig com a nova razão social: Aeros Transportes Aéreos S.A. O juiz responsável pelo caso, Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, admite que poderá haver contestações do resultado na Justiça, porque na terça-feira (18/7) foi revertido o resultado da assembléia de credores da empresa, que decidiu rejeitar a realização do leilão.

Ayoub anulou os votos contrários ao evento de cerca de 20 subsidiárias de leasing (aluguel de aeronaves) ligadas à multinacional norte-americana General Eletric. O juiz justificou seu ato informando ter comprovado que as instituições já haviam repassado os créditos para um grupo financeiro e não tinham mais direito de voto.

O presidente da Varig, Marcelo Bottini, festejou o resultado conclamando os empregados da companhia a não terem medo do futuro. Para a VarigLog, disse que estava passando uma empresa com 79 anos de tradição no mercado, "formada por pessoas que investiram a saúde, a vida e os salários na companhia".

 é jornalista.

Revista Consultor Jurídico, 20 de julho de 2006, 11h43

Comentários de leitores

2 comentários

Corrigindo: "de não resolver..."

André Aron (Advogado Autônomo)

Corrigindo: "de não resolver..."

Só uma "pequena" dúvida: já que a Varig-Log é c...

André Aron (Advogado Autônomo)

Só uma "pequena" dúvida: já que a Varig-Log é controlada por um fundo de investimentos norte-americano, podemos supor que as aeronaves da "nova Varig" passarão a exibir junto à cabine de comando a bandeira norte-americana, em lugar da brasileira. Esse leilão foi o cúmulo: a pretexto de defender um cabide de empregos brasileiro, prejudica-se os credores. Vida longa ao jeitinho brasileiro de não recolver os problemas, empurrando-os com a barriga.

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