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Tempos do voto

TSE define na quinta normas para eleições deste ano

As instruções normativas para as eleições gerais de outubro deste ano serão apreciadas pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral na sessão ordinária da próxima quinta-feira (2/3).

Relatadas pelo ministro Caputo Bastos, as resoluções vão disciplinar todos os procedimentos eleitorais: atos preparatórios, recepção de votos, garantias eleitorais, modelos e uso dos lacres, representações e reclamações, cédulas de uso contingente, formulários, apuração, totalização dos votos, divulgação dos resultados, fiscalização, auditoria, assinatura digital, justificativa, voto no exterior, escolha e registro de candidatos, condutas vedadas, propaganda e pesquisa eleitoral.

O TSE já aprovou duas instruções: calendário eleitoral de 2006 e número de membros da Câmara dos Deputados e das Câmaras e Assembléias Legislativas em 2007.

As eleições para presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais serão no dia 1º de outubro (primeiro turno) e 29 de outubro (segundo turno).

De acordo com o calendário, o prazo para a escolha de candidatos e definição das coligações termina no dia 30 de junho, e todas as candidaturas devem ser registradas no TSE até as 19h do dia 5 de julho. A propaganda eleitoral será permitida a partir do dia 6 de julho e a propaganda gratuita no rádio e na televisão começa no dia 15 de agosto e termina em 28 de setembro (três dias antes do pleito).


Calendário eleitoral

Data

Procedimento

5 de março

Último dia para o TSE expedir as instruções relativas às eleições de 2006.

3 de maio

Ultimo dia para o eleitor requerer inscrição eleitoral ou transferência de domicílio; e para o eleitor que mudou de residência dentro do município pedir alteração no seu título eleitoral.

30 de junho

Termina prazo para escolha de candidatos e definição de coligações.

1º de julho

Data a partir da qual não será veiculada a propaganda partidária gratuita, nem será permitido nenhum tipo de propaganda política paga no rádio e na televisão. A partir desta data, faltando três meses para as eleições, os agentes públicos ficam proibidos, entre outras condutas, de nomear, contratar, demitir sem justa causa, realizar transferência voluntária de recursos da União aos estados e municípios, e dos estados aos municípios.

5 de julho

Último dia para a apresentação do requerimento de registro de candidatura aos cargos de presidente e vice-presidente da República (no Tribunal Superior Eleitoral) e de governador, vice-governador, senador, deputado federal, estadual ou distrital (nos tribunais regionais eleitorais).

6 de julho

Início da propaganda eleitoral. Candidatos, partidos políticos e coligações podem fazer comícios.

19 de julho

Último dia para os partidos políticos registrarem comitês financeiros perante a Justiça Eleitoral.

1º de agosto

É vedado às emissoras de rádio e televisão transmitir programa apresentado ou comentado por candidato escolhido em convenção.

15 de agosto

Início do período da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.

16 de setembro

Data a partir da qual nenhum candidato poderá ser detido ou preso, salvo no caso de flagrante delito.

26 de setembro

A partir desta data e até 48 horas depois da eleição, nenhum eleitor poderá ser preso ou detido, salvo em flagrante delito, ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável.

28 de setembro

Último dia para a divulgação da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, para a realização de debates e para propaganda política em comícios ou reuniões públicas.

30 de setembro

último dia para a propaganda eleitoral em alto-falantes e amplificadores de som ou para a promoção de carreata e para distribuição de material de propaganda política, inclusive volantes e outros impressos.

1º de outubro

Primeiro turno das eleições para presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais e distritais.

29 de outubro

Segundo Turno


Revista Consultor Jurídico, 25 de fevereiro de 2006, 7h00

Comentários de leitores

1 comentário

O alerta é do jornalista José Neumane. A maior...

Ottoni (Advogado Sócio de Escritório)

O alerta é do jornalista José Neumane. A maioria, pobre e ignorante, vende seu voto por ser a única coisa que tem. A definição é perfeita e permite que se explique a contradição nacional: um povo cuja imensa maioria é composta por remediados, pobres e miseráveis, elege um parlamento onde a imensa maioria é de latifundiários, banqueiros, empresários e outros representantes da minoria dominante. Camisas de equipe de futebol, camiseta de candidato, um par sapatos, canetas, etc... são preço justo pelo voto de quem não tem condições de financiar campanhas eleitorais dos corruptos que nos assolam. Seguindo o exemplo dos mais esclarecidos, os mais humildes também vendem seu voto. Como criticá-los? É esse o efeito da absurda "recuperação" do Lula junto ao povo. A corrupção é "status" generalizado e não abala prestígio de um governante que dá dinheiro e inaugura obras demagógicas diariamente. Nós, os mais velhos, lembramos do sucesso que o "rouba mas faz" alcançou no passado, tanto no remoto, como no recente. As idéias milagrosas do TSE vão desaguar no local de sempre. "Vamos fazer todas as reformas necessárias para que tudo fique como está."( O Leopardo - Lampeduza)

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