Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Execução de Saddam

Países e Hamas repudiam morte por enforcamento de Saddam

O ex-ditador iraquiano Saddam Hussein morreu enforcado em Bagdá, na manhã deste sábado (30/12). O Tribunal Especial Iraquiano o considerou culpado pela morte de 148 xiitas no povoado de Dujail, em 1982. A Igreja Católica e o grupo islâmico Hammas condenam a execução. A União Européia e países como Rússia e Índia também. As informações são do portal de notícias G1, da Globo.com.

Afirmaram que os pedidos de clemência internacionais foram ignorados. Os indianos dizem que o enforcamento de Saddam vai dificultar o processo de paz e reconciliação nacional no Iraque.

A condenação mais veemente no mundo ocidental veio do Vaticano. O padre Federico Lombardi, porta-voz do estado papal, declarou que a execução pode alimentar um espírito de vingança e ser fonte de mais violência. "É motivo de tristeza, mesmo que se trate de uma pessoa culpada de crimes graves. A posição da Igreja Católica, que é hostil à pena de morte em todas as circunstâncias, deve ser reafirmada", disse o padre.

O grupo islâmico Hamas, força política dominante na Palestina, condenou duramente a execução. "O enforcamento de Saddam Hussein é um assassinato político que viola todas as leis internacionais que protegem os prisioneiros de guerra. Saddam Hussein era um prisioneiro de guerra", afirmou o porta-voz Fawzi Barhum.

Ele condenou também o processo "injusto" contra o ex-ditador e a escolha da data de execução, pouco antes do início das celebrações da festa muçulmana do Eid al Adha, em que se comemora a disposição de Abraão de sacrificar seu próprio filho a Alá. "O enforcamento ocorreu no dia do Aid e isso é uma mensagem para as ruas árabes: os americanos lançaram ameaças a todos os árabes", sentenciou.

Aprovação

Responsável pela coalizão que tirou Saddam do poder, o presidente norte-americano George W. Bush declarou que, apesar de não acabar com a violência no Iraque, é uma etapa importante para a construção de um país democrático e auto-suficiente e "capaz de se tornar um aliado na guerra contra o terrorismo".

Já os xiitas e curdos do Iraque, perseguidos durante as décadas do domínio de Saddam, dispararam tiros para o ar em sinal de festa. Nas províncias de Basra e Diwaniya, cujos habitantes são principalmente xiitas, centenas de pessoas saíram às ruas para distribuir alimentos, como mostra de alegria segundo a tradição local.

O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al Maliki, entendeu que com a morte de Saddam foi feita justiça em nome do povo iraquiano. Para ele, "trata-se de uma lição para todos os déspotas que cometem crimes contra seu próprio povo."

Revista Consultor Jurídico, 30 de dezembro de 2006, 10h55

Comentários de leitores

9 comentários

Perdão, erro de digitação: não é Luis XIV (L´...

Richard Smith (Consultor)

Perdão, erro de digitação: não é Luis XIV (L´état c´est moi"), mas sim Luis XVI.

Talleyrand disse, acerca da execução de Lui...

Richard Smith (Consultor)

Talleyrand disse, acerca da execução de Luis XIV pelos encantadores e bons moços da benigna Revolução Francesa: "Foi mais do que um crime, foi um erro"! A mesma expressão pode ser atribuida à apressada execução de Saddam Hussein. Não houve a mínima credibilidade no simulacro de julgamento procedido pelas "autoridades" fantoches iraquianas. Os americanos, dentro da chamada "zona verde", são as autoridades "de facto" e consentiram com essa barbaridade jurídica e política. É como diz o ditado: "a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória". Esse regime ridículo que infesta Washington nos dias de hoje, aonde um canalha incompetente, desonesto, mentiroso e empulhador foi reeleito (alguma semelhança conhecida?) logo, logo verá as conseqüências do "tresloucado gesto". E como hoje estou frasista, cito outra do grande político Winston Churchill: "Podemos sempre esperar que os americanos façam a coisa certa, depois de terem esgotado todas as outras alternativas". Bingo, não?! Quanto ao professor, fujão e "borra-cuecas": a) Estrume não se COLHE, porque não é plantado, mas sim se RECOLHE; b) O termo não é muito aplicável à situação, pois o estrume tem qualidades positivas (nitratação da terra), o que não se pode dizer de nenhuma das atitudes americanas em relação ao Iraque; c) antes de ficar opinando acerca de merda e de política externa, deve apresentar a sua defesa ao Abortista/Excomungado que hoje freqüenta a cadeira presidencial e do seu partido, à covarde e sub-reptícia liberação TOTAL do ABORTO no País, contrariamente ao que pensa nada menos do que 92% da população brasileira (dados do Datafolha de agosto/06). (E não vale dizer que eu sou único "aborto da natureza" que você conhece, porque isso não responde ao DESAFIO público que lhe fiz, viu mané?)

Os comentaristas João Bosco Ferrara, Armando do...

Band (Médico)

Os comentaristas João Bosco Ferrara, Armando do Prado e A.G. Moreira contam com a minha simpatia para pegarem o Porto Aviões São Paulo e convidarem o nosso presidente para dar voz de prisão ao Presidente Bush! Em todo o caso, Saddam não foi condenado à morte por ter armas químicas ou de destruição em massa! Saddam era um fervoroso devoto da pena de morte, da tortura, da guerra, da eliminação de opositores, da gaseação de populações civis e de tropas inimigas. Talvez o tribunal tenha condenado pelo crime errado, mas existem tantos que Saddam sabia o que merecia! São dois pesos e duas medidas. Nunca vi aqui pedirem que prendesse primeiro o presidente americano que teria “criado” Pinochett! Talvez por que tenha matado poucos, e Saddam pode se comparar a um Lênin, Stalin ou Mao! Afinal, Saddam foi um dos maiores compradores de tanques, fuzis e MIGs que a Rússia teve. Deve ser por isto que a esquerda se solidariza com o mesmo que massacrou seu povo e agora chegou a sua vez!

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 07/01/2007.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.