Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Sigilo da fonte

Jornalista é acusado de passar informação da PF a bandido

A residência de um jornalista da TV Globo foi alvo de operação de busca e apreensão da Polícia Federal. José Messias Xavier, que trabalha na produção de jornalismo, no Rio de Janeiro, foi denunciado sob a acusação de colaborar com uma quadrilha que contrabandeava máquinas caça-níqueis. De acordo com o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, Xavier tinha acesso a informações sobre as movimentações das Polícias Civil e Federal.

O MPF diz que Xavier recebia mensalmente da quadrilha para repassar as informações das Polícias que pudessem atrapalhar o grupo. O jornalista já trabalhou nos jornais Extra e Folha de S.Paulo, sempre na cobertura policial. A assessoria de imprensa da TV Globo informou que está apurando os fatos e deverá se manifestar neste domingo a respeito do assunto.

Outras 42 pessoas foram denunciadas pelo MPF, entre bicheiros, policiais militares e civis, contadores e advogados, que fariam parte de dois grupos criminosos. As investigações foram feitas pela Polícia Federal na Operação Gladiador, a partir de monitoramentos telefônicos autorizados judicialmente. Todos foram denunciados por formação de quadrilha armada e contrabando de milhares de máquinas caça-níqueis. Seis réus de uma das organizações também foram denunciados por cinco homicídios qualificados.

O juiz Flávio Lucas, da 4ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, deferiu 19 mandados de prisão preventiva contra participantes das quadrilhas e expediu 82 de busca e apreensão, que foram cumpridos nesta sexta-feira (14/12) e neste sábado (15/12) pela Polícia Federal.

Os procuradores da República calculam que a decisão compreende, ao todo, 6,2 mil máquinas caça-níqueis avaliadas em US$ 75 milhões. Essas máquinas seriam responsáveis pela arrecadação diária de quase R$ 22 milhões.

Foram denunciados dois grupos rivais da chamada “guerra dos caça-níqueis”, que seriam liderados por Fernando de Miranda Iggnácio e Rogério Costa de Andrade e Silva. Segundo as investigações, todas as vítimas dos homicídios eram ligadas ao grupo de Rogério Andrade.

De acordo com o MPF, os réus Helio Machado da Conceição, Fábio Menezes de Leão e Jorge Luís Fernandes são inspetores da Polícia Civil ligados ao ex-chefe da Polícia Civil e deputado estadual eleito Álvaro Lins e era o braço dessa corporação na organização liderada por Rogerio Andrade. O denunciado Celso Lacerda Nogueira é coronel da PM e comandante do 14º BPM e teria sido cooptado pela organização para acobertar as atividades violentas do grupo, incluindo a destruição de máquinas caça-níqueis do grupo rival.

A participação do jornalista Xavier teria sido descoberta durante o monitoramente telefônico de integrantes do grupo de Iggnácio, em especial o advogado Silvio Maciel de Carvalho, com quem ele teria mantido freqüentes ligações telefônicas.

Texto alterado com retificação de informação, às 16h32, de 18 de dezembro de 2006.

Revista Consultor Jurídico, 16 de dezembro de 2006, 18h37

Comentários de leitores

2 comentários

Com isto, fica claro, que a Polícia Federal con...

A.G. Moreira (Consultor)

Com isto, fica claro, que a Polícia Federal concedia tratamento privilegiado à Senhora GLOBO, discriminando os outros Canais de Comunicação . Qual serão as vantagens que a GLOBO concede à Polícia Federal ??????? E para isto, não há punição ? ? ? ?

Será que vai aparecer no Fantástico??? É fantás...

prosecutor (Procurador de Justiça de 2ª. Instância)

Será que vai aparecer no Fantástico??? É fantástico. Nova modalidade de jornalismo investigativo. Tem diploma?

Comentários encerrados em 24/12/2006.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.