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A ordem é conciliar

D´Urso: Em três anos faremos do advogado um negociador

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A direção reeleita para a presidência da OAB paulista promete nos próximos três anos intensificar seu trabalho para tornar o advogado um bom negociador. O objetivo é ampliar o número de conciliações e, assim, reduzir drasticamente a duração dos processos na primeira e segunda instâncias da Justiça paulista, que hoje duram sete anos em média.

Esse é um dos objetivos declarados pelo presidente reeleito da OAB de São Paulo, Luiz Flávio Borges D´Urso. “Nem súmula vinculante, nem repercussão geral, o que realmente pode reformar o Judiciário é fazer com que os processos se resolvam com maior rapidez. É isso que o cidadão deseja.”

Segundo D’Urso, parte do projeto já vem sendo cumprida com o programa “OAB vai à Faculdade”. Neste projeto, representantes da Ordem paulista se encontram com futuros advogados para falar sobre o Exame da Ordem, ética e prerrogativa profissional.

De acordo com o presidente reeleito, explicar ética já envolve desestimular a demanda e estimular a negociação. “Hoje um processo dura uma década. Se conseguirmos um mecanismo eficaz, como a conciliação e arbitragem, para a solução de um conflito, abreviamos a solução de um processo de 10 anos para uma semana e o assunto está resolvido.”

“A conciliação traz ganho para o interesse do cidadão, economia e desobstruiu o fluxo da Justiça paulista, principalmente do Tribunal. Evidente que para isto é preciso mudar a cultura e aí vamos até a base: a formação do bacharel”, afirmou.

Luiz Flávio Borges D’Urso lamentou que não haja nenhuma matéria na formação do bacharel para qualificá-lo como negociador. “O futuro da Justiça tem de vir para a mesa de negociação, estou convencido disso. Temos de evitar o processo ao máximo. Os litígios não vão acabar, mas qualquer mecanismo que possa evitá-los tem de ser estimulado ao máximo.”

Eleições

O presidente da maior seccional da OAB foi reeleito nesta quinta-feira (30/11) com 62.841 votos (50,13% do total de votos válidos), numa disputa que envolveu 113 mil eleitores. Em segundo lugar ficou a chapa liderada por Rui Celso Reali Fragoso, com 45.638 votos (36,41%).

O terceiro lugar foi de Leandro Pinto com 4.105 votos (3,27 %) e o quarto colocado foi Clodoaldo Pacce, com 1.361 (1,09 %). O total de votos nulos foi de 6.967 (5,56%) e de brancos 4.480 (3,55%) e o índice de abstenção ficou em 20,5%.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 1 de dezembro de 2006, 20h01

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