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Pivô do escândalo da Volkswagen envolve ministro brasileiro

Em entrevista ao jornal alemão Die Welt, o ex-gerente de Recursos Humanos da Volkswagen Klaus Joachim Gebauer afirmou que o ministro do Trabalho do Brasil, Luiz Marinho, participou das festas organizadas pela montadora alemã na Europa. Gebauer é investigado pela Justiça Alemanha por promover festas, viagens e contratar garotas de programa para aliciar dirigentes sindicais.

Gebauer afirma que na Volkswagen do Brasil havia um sistema de corrupção paralelo ao que está sendo investigado pela Justiça na matriz da montadora alemã em Wolfsburg. Ele afirma que os sindicalistas, integrantes do Conselho de Empresa e executivos brasileiros foram beneficiados por "viagens de lazer".

Além de Marinho, o executivo alemão acusou também o engenheiro Mário Barbosa, do Comitê Mundial dos Trabalhadores da Volkswagen. Gebauer foi a a uma boate em Wolfsburg, às custas da Volkswagen. "Cinco garotas dançavam sobre as mesas e flertavam com os visitantes, assim como os homens gostam", relatou.

Marinho foi funcionário do setor de pintura da montadora em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Antes de assumir o ministério, ele presidiu o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a CUT – Central Única dos Trabalhadores.

A Assessoria de Comunicação de Marinho informou à agência DW-World que "o ministro não responde às denúncias e vai processar as pessoas que o estão acusando". Barbosa informou, em nota divulgada à imprensa, que as denúncias de Gebauer são mentirosas e se destinam a desviar a atenção da mídia. As informações são do Deutsche Welle.

Revista Consultor Jurídico, 20 de outubro de 2005, 21h42

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