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A ponte que partiu

Ministério Público investiga causas da queda da ponte na BR-116

As causas da queda da ponte sobre a represa Capivari-Cachoeira, na BR-116, em Campina Grande do Sul, Região Metropolitana de Curitiba começaram a ser investigadas pelo Ministério Público Federal. Em 25 de janeiro, a cabeceira da ponte desabou, causando a morte de uma pessoa e ferimentos em outras três.

Na sexta-feira (28/1), a Procuradoria da República no Paraná instaurou um Procedimento de Investigação Criminal para apurar as responsabilidades administrativa, civil e penal sobre a queda da ponte. No mesmo dia foram expedidos oficios a diversos órgãos para embasar as investigações. Nesta segunda-feira (31/1), o procurador da República João Francisco Bezerra de Carvalho esteve no local para colher mais informações sobre o acidente.

Ao diretor-geral do DNIT - Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes, em Brasília, foram solicitadas informações sobre contratos de limpeza, manutenção e conservação de todo o trecho da BR-116/PR.

Para o DNIT no Paraná foram solicitadas informações sobre o acidente e as providências tomadas para minimizar os efeitos da tragédia. Também foram pedidos a identificação dos engenheiros responsáveis pelo trecho da rodovia em que aconteceu o acidente e dados sobre contratos de limpeza, manutenção e conservação de toda a BR-116/PR.

Também foram expedidos ofícios à Polícia Rodoviária Federal (PRF) e ao Corpo de Bombeiros, requerendo identificação das vítimas e relatório das providências tomadas para minimizar os efeitos do acidente e regularizar o trânsito no local. À PRF foi recomendado, ainda, que se instalem balanças para pesagem de caminhões que passem sobre o local.

Para oferecer suporte técnico às investigações, o MPF solicitou estudos e informações sobre o estado da ponte e sobre possíveis causas do acidente ao Instituto de Engenharia do Paraná, Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea), Sindicato dos Caminhoneiros do Estado do Paraná e Escolas de Engenharia Civil da UFPR -- Universidade Federal do Paraná e da PUC-PR -- Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

Revista Consultor Jurídico, 31 de janeiro de 2005, 20h59

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